Cabo Deyvison e Diego Morais atuavam juntos em fiscalizações e transmissões ao vivo em Mossoró | Foto: Reprodução

Cotidiano

ATENTADO Quem são Cabo Deyvison e o cinegrafista mortos e feridos em atentado durante live em Mossoró

Vereador ficou ferido após ataque a tiros em frente à UPA; cinegrafista que o acompanhava morreu no local

por: NOVO Notícias

Publicado 16 de junho de 2026 às 12:20

O atentado a tiros que interrompeu uma transmissão ao vivo em frente à UPA do Alto de São Manoel, em Mossoró, na noite desta segunda-feira (15), deixou o vereador e pré-candidato a deputado federal Cabo Deyvison (PL) ferido e matou o cinegrafista Diego de Oliveira Morais, de 37 anos. O caso provocou forte repercussão no RN e mobiliza uma ampla investigação da Polícia Civil.

Conhecido pelas fiscalizações transmitidas nas redes sociais, Cabo Deyvison construiu sua trajetória política a partir da atuação na segurança pública e das denúncias sobre problemas em serviços públicos, conforme informações do Blog do Dina.

Filho de um pescador e de uma lavadeira, trabalhou ainda jovem na antiga Cobal antes de ingressar na Guarda Municipal e, posteriormente, na Polícia Militar.

A projeção política veio por meio das redes sociais. Em 2024, foi eleito vereador de Mossoró com 1.766 votos. Neste ano, deixou o MDB e se filiou ao PL, passando a se apresentar como pré-candidato a deputado federal nas eleições de 2026.

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Ao lado dele estava Diego Morais, responsável por registrar vídeos, fiscalizações e transmissões realizadas pelo parlamentar. Embora pouco conhecido do público, ele integrava a rotina de trabalho do vereador e acompanhava de perto as ações que ajudaram a ampliar sua visibilidade política na cidade.

Segundo as primeiras informações da investigação, o principal alvo dos criminosos seria o vereador. Uma das linhas apuradas pela Polícia Civil analisa se o ataque tem relação com denúncias feitas por Cabo Deyvison envolvendo a atuação de facções criminosas em Mossoró.

Após o atentado, um veículo suspeito de ter sido utilizado pelos atiradores foi encontrado abandonado. No local do crime, policiais recolheram um carregador de munição calibre 5.56.

A polícia confirmou o uso de armamento de uso restrito na ação, considerada pelas autoridades como um dos episódios mais graves da história política recente de Mossoró.

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