Professor Robério Paulino, vereador de Natal - Foto: Márcio Guerra
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) deverá lançar candidatura própria ao governo do Rio Grande do Norte nas eleições deste ano. A afirmação partiu do ex-vereador Robério Paulino. Ele abordou o assunto durante entrevista à rádio 98 FM Natal nesta sexta-feira (6). Seu nome desponta como uma das opções do grupo para a disputa ao Executivo estadual.
A decisão final ocorrerá em reunião do diretório na noite desta sexta-feira. Existe uma forte tendência de manutenção da estratégia de apresentar um concorrente. Os dirigentes manterão essa medida mesmo com o apoio eleitoral já definido à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O entrevistado negou boatos veiculados na imprensa sobre um possível apoio ao pré-candidato Carlos Eduardo Xavier (PT).
Uma resolução aprovada por unanimidade no ano passado consolidou o projeto de chapa independente. O objetivo da legenda consiste em fortalecer a representação política no campo progressista. Paulino garantiu que a intenção não passa por dividir votos ou prejudicar campanhas aliadas. A meta principal envolve atuar com firmeza contra os adversários de direita no estado.
O militante comentou as discussões internas a respeito de uma federação com o Partido dos Trabalhadores (PT). A posição majoritária da sigla no estado rejeita essa proposta de união. O foco é apoiar Lula eleitoralmente para derrotar o bolsonarismo sem assumir vínculos institucionais rígidos. Esse acordo formal prenderia a agremiação sob um mesmo guarda-chuva político durante quatro anos.
A expectativa aponta para uma rejeição unânime da aliança no âmbito estadual. Essa postura regional chegará ao encontro do diretório nacional marcado para o sábado (7). O ex-vereador ressaltou que a federação enfraqueceria a autonomia partidária. A agremiação precisa de independência para adotar posições próprias nas disputas políticas e no Congresso Nacional.
Robério citou o chamado arcabouço fiscal (medida que estabelece novas regras para o controle de gastos públicos) como exemplo dessa necessidade de liberdade. O PSOL foi o único partido a votar contra a aprovação do texto no Parlamento. O político defende o direito de criticar políticas divergentes mesmo dentro de um governo apoiado nas urnas.
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