Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel - Foto: Sandro Menezes
NOVO mostra o que Carlos Eduardo Xavier (PT), Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União Brasil) defendem para fortalecer o sistema de saúde pública do Rio Grande do Norte. Em comum, está maior investimento na regionalização dos serviços
Publicado 1 de junho de 2026 às 14:30
A regionalização e a descentralização dos serviços de saúde pública são os eixos centrais das propostas apresentadas pelos três principais pré-candidatos ao Governo do Rio Grande do Norte. Na terceira reportagem sobre o que pensam os três principais postulantes ao cargo máximo do Executivo, o NOVO mostra o que Cadu Xavier (PT), Álvaro Dias (PL) e Allyson Bezerra (União) têm falado, em entrevistas e discursos, sobre o que pretendem fazer com relação à saúde pública potiguar.
Apesar de várias divergências ideológicas e programáticas, os três convergem no objetivo de reduzir a dependência de pacientes em relação aos grandes centros, como Natal e Mossoró, embora adotem métodos distintos para a execução dos projetos.
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O pré-candidato Cadu Xavier baseia suas diretrizes na continuidade e ampliação do atual processo de regionalização. A proposta foca na expansão da rede assistencial para o interior do estado. O plano busca garantir que o atendimento ocorra de forma descentralizada, visando consolidar estruturas técnicas capazes de absorver as demandas locais sem a necessidade de deslocamento para a capital ou para o polo do Oeste potiguar.
Álvaro Dias, que é médico e ex-prefeito de Natal, propõe o investimento em infraestrutura hospitalar de grande porte e a utilização de Parcerias Público-Privadas (PPPs) para o setor. Ele também defende a descentralização por meio da construção de novos equipamentos e da integração de capital privado para viabilizar e operar serviços de saúde pública no estado.
Já Allyson Bezerra utiliza o modelo de gestão aplicado em Mossoró como referência para o Rio Grande do Norte. O pré-candidato propõe a regionalização com ênfase no combate às filas para a realização de cirurgias. Bezerra também falou da digitalização dos processos, que, para ele, é uma ferramenta para garantir a transparência da rede de saúde e otimizar o fluxo de atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

CADU XAVIER
Regionalização: fortalecer hospitais regionais no Oeste, Seridó e Vale do Açu para aproximar o atendimento da população e acabar com a “ambulanciometria”.
Barreiras ortopédicas: expandir unidades de pequena e média complexidade (modelos já adotados em Macaíba e Assu) para reduzir pressão sobre hospitais de alta complexidade.
Redução de filas: continuar investimentos que reduziram cirurgias eletivas de 60 mil para 20 mil, com meta de eliminar filas.
Infraestrutura hospitalar: construir Hospital Metropolitano em Natal e consolidar maternidades e UTIs no interior.
Combate ao subfinanciamento: enfrentar falta de recursos via crescimento econômico, não aumento de impostos, para sustentar expansão de serviços.
Manutenção de UTIs: preservar e manter a estrutura de leitos de UTI ampliada desde a pandemia.
Gestão regionalizada e tecnológica: usar gestão e tecnologia para tornar a rede mais eficiente, priorizando atendimento de média complexidade no interior.

ALLYSON BEZERRA
Regionalização hospitalar: fortalecer hospitais regionais para resolver média e alta complexidade no interior, inspirado no modelo do Ceará.
Mutirões cirúrgicos: realizar grandes mutirões para zerar a fila de procedimentos eletivos na rede estadual de saúde.
Governo Digital na saúde: implantar rastreabilidade digital de medicamentos e processos para reduzir desperdício e permitir auditoria por TCE/MP.
Ações imediatas: gestão direta da Secretaria de Saúde no início do governo para organizar escalas, insumos e destravar processos técnicos.

ÁLVARO DIAS
Fim da “ambulancioterapia”: investir fortemente em hospitais regionais para desafogar o Hospital Walfredo Gurgel e UPAs de Natal.
Especialidades no interior: levar médicos especialistas e exames de alta complexidade (tomografia, ressonância) às unidades regionais.
Parcerias e PPPs: usar parcerias público-privadas e com entidades filantrópicas para ampliar oferta de serviços.
Redução de filas: transferir demanda das UPAs para unidades regionais com maior capacidade de internação.
Plano de cargos e carreiras: replicar políticas de valorização (como em Natal) e dialogar com sindicatos da saúde.
Choque de gestão: implementar medidas urgentes para acabar com problemas crônicos (macas em corredores) e melhorar atendimento na ponta.
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