Carros queimados devem ser leiloados após nova avaliação – Foto: Lucas Cortez

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte já iniciou as investigações sobre os incêndios no pátio da 2ª Delegacia de Plantão, localizada no bairro de Potengi, zona Norte de Natal. Em menos de 30 dias, o local já registrou duas ocorrências de incêndio.

Na manhã deste domingo (24), foi registrado um novo foco de chamas no pátio da delegacia. A fumaça preta, gerada pelo incêndio, pôde ser vista de diversos locais da capital potiguar. O Corpo de Bombeiros Militar do RN (CBMRN) foi acionado e controlou as chamas. Três viaturas de combate ao incêndio foram utilizadas, além de um caminhão-pipa da Marinha. Ainda de acordo com o CBMRN, ninguém ficou ferido.

O primeiro episódio no local aconteceu no último dia 2 de outubro. O pátio é destinado para o armazenamento de veículos apreendidos pela polícia que, em um momento posterior, serão catalogados para leilão. Nesse primeiro incêndio registrado, as chamas destruíram mais de 100 automóveis; destes, 67 iriam para leilão.

O Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública do Rio Grande do Norte (Sinpol/RN) também segue acompanhando as investigações. Além disso, a associação faz um alerta para as condições que estão guardados os carros e motos no espaço. Para Edilza Faustino, presidente do Sinpol, os incêndios poderiam ser evitados, se houvesse uma preocupação maior do Estado na manutenção da estrutura física do espaço.

“O Estado deveria ter um cuidado maior com aquele pátio. É nítido que não tem mais espaço para guardar esses veículos. É preciso ser tomada uma atitude urgente por parte do Governo para guardar esses carros e motos de forma adequada”, falou Edilza.

Recentemente, a Delegacia Especializada de Defesa e Propriedade de Veículos e Cargas (Deprov) realizou uma atividade de catalogação dos veículos. Em parceria com o Ministério Público, o Judiciário e o Departamento de Trânsito do RN (Detran), os carros iriam ser leiloados. Entretanto, devido aos incêndios, os leilões terão que ser adiados e uma nova avaliação dos carros e motos serão feitas.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed-RN), mas não teve retorno sobre o assunto até a publicação desta matéria.