Recursos retirados de organizações criminosas ficam sob custódia da Justiça e podem voltar aos cofres públicos. | Foto: Divulgação

Cotidiano

Combate ao crime PF tira R$ 9,5 bilhões do crime em 11 meses e expõe força das investigações no país

Dinheiro, contas bloqueadas e bens apreendidos revelam o impacto das operações da Polícia Federal em 2025

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de janeiro de 2026 às 12:41

A Polícia Federal retirou R$ 9,5 bilhões de circulação em operações de combate ao crime realizadas entre janeiro e novembro de 2025, em todo o Brasil. O valor reúne dinheiro em espécie, bloqueios em contas bancárias e bens apreendidos ao longo das investigações.

O volume chama atenção pelo impacto direto no enfraquecimento financeiro de organizações criminosas. Na prática, os recursos apreendidos reduzem a capacidade de atuação de esquemas ilegais e reforçam o alcance das ações da PF no país.

Parte do montante foi localizada em dinheiro vivo durante cumprimento de mandados. Esses valores foram depositados em contas judiciais da Caixa Econômica Federal, onde permanecem sob controle da Justiça.

Além do dinheiro em espécie, as operações também resultaram no bloqueio de valores em contas bancárias e na apreensão de bens, como veículos e outros ativos ligados às investigações.

Todo o material apreendido fica retido até a conclusão dos processos judiciais. Caso haja condenação, os recursos podem ser destinados ao ressarcimento de vítimas, ao pagamento de multas ou, quando não há prejudicados diretos, retornam aos cofres públicos.

A legislação prevê, no entanto, que dinheiro e bens podem ser devolvidos aos investigados se, ao final do processo, não houver condenação ou se for comprovada a inexistência de crime ou responsabilidade penal.

Em situações específicas, o destino dos valores segue regras próprias. Moedas falsificadas são encaminhadas ao Banco Central, enquanto moedas estrangeiras ficam sob custódia da Caixa Econômica Federal até decisão judicial.

O balanço reforça o papel do bloqueio financeiro como uma das principais estratégias no combate ao crime organizado, atingindo diretamente o que sustenta essas estruturas: o dinheiro.

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