Perícia da Polícia Federal usa tecnologia avançada para recuperar dados apagados de celular apreendido no Caso Master. | Foto: Reprodução

Brasil

Investigação PF recupera mensagens apagadas de dono do Banco Master e amplia investigação

Celular de Daniel Vorcaro teve criptografia quebrada e dados estão em análise para apurar possíveis interferências envolvendo o sistema financeiro

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de fevereiro de 2026 às 11:13

A Polícia Federal conseguiu acessar mensagens e arquivos apagados do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, no âmbito do chamado Caso Master. O aparelho foi submetido a um software especializado capaz de reverter conteúdos excluídos, e os dados recuperados já estão sob análise dos investigadores. A apuração busca identificar possíveis tentativas de interferência em processos que envolvem a instituição financeira.

Segundo informações confirmadas por fontes da corporação ao jornalista Gustavo Uribe, da CNN, a quebra da criptografia exigiu um trabalho técnico prolongado. O celular apreendido é um iPhone 17 Pro Max, modelo com sistemas avançados de proteção de dados, além de uma camada adicional de criptografia que dificultou o acesso ao conteúdo armazenado.

Após semanas de trabalho, os peritos conseguiram decodificar o aparelho e iniciaram o processo interno de análise das informações, conhecido como “peneiramento”. Nessa etapa, especialistas examinam mensagens, fotos e registros digitais para separar o que pode ter relevância investigativa do que é considerado material pessoal sem relação com o caso.

Foco da investigação

De acordo com investigadores, o principal interesse está em identificar conversas ou registros que indiquem possíveis negociações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB). A Polícia Federal também apura se houve atuação para impedir ou atrasar uma eventual liquidação da instituição financeira.

A defesa de Daniel Vorcaro manifestou preocupação com o procedimento e pediu que dados de cunho pessoal ou sem vínculo com a investigação sejam descartados. A solicitação, segundo fontes, segue os protocolos legais aplicados em perícias desse tipo.

Encaminhamento ao STF

A expectativa da Polícia Federal é concluir a análise técnica em uma ou duas semanas após o Carnaval. Concluída essa fase, o material considerado relevante será encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR), que farão uma nova avaliação para decidir o que poderá ser utilizado formalmente como prova.

Apesar de o aparelho conter conversas com diferentes autoridades, investigadores afirmam que o foco não é o volume de contatos, mas sim a existência de elementos que reforcem as linhas de apuração sobre possíveis irregularidades e tentativas de influência nos rumos do Banco Master.

Tags