Salão da entrada principal da Furna Feia - caverna objeto de criação do Parque Nacional da Furna Feia | Foto: RST Morais

Cotidiano

Turismo Parque Nacional da Furna Feia somou mais de 1500 visitas nos primeiros 5 meses

Um dos principais remanescentes da Caatinga no estado do Rio Grande do Norte, a unidade de conservação levou exatos 13 anos para ser aberta ao público desde que foi criada

por: NOVO Notícias

Publicado 9 de fevereiro de 2026 às 13:49

Foram anos de espera, mas em junho de 2025 o Parque Nacional da Furna Feia, localizado no Rio Grande Norte, foi aberto oficialmente para a visitação. Um dos principais remanescentes da Caatinga no estado do Rio Grande do Norte, a unidade de conservação levou 13 anos para ser aberta ao público desde a sua criação.

Com 207 cavernas localizadas dentro do parque, além de outras 44 na zona de amortecimento, o local é uma verdadeira riqueza espeleológica do Brasil. E conta com algo peculiar: como a maioria dos atrativos são cavernas subterrâneas, os arredores da unidade são diferentes da grande maioria dos parques nacionais. Não se veem montanhas ou paredões, mas uma belíssima vegetação típica do bioma, repleta de cactos e árvores como angicos e aroeiras, que camuflam lajedos de pedras e, claro, as cavernas e furnas.

Em termos de localização, o Parque Nacional da Furna Feia fica nos municípios de Baraúna e Mossoró, que estão na divisa do estado com o Ceará. Recentemente, o local passou a fazer parte da Rota das Cavernas Potiguar, que engloba ainda diversos sítios espeleológicos do estado.

Abertura do parque: o ciclo virtuoso da conservação na prática

Além de muito esperada pela população local e por ecoturistas de todo o país, o começo da visitação do Parque Nacional da Furna Feia é um ótimo exemplo de como funciona o que o Instituto Semeia — organização que atua para incentivar a visitação nos parques do Brasil, fortalecer a gestão dessas unidades e apoiar o desenvolvimento socioeconômico das regiões onde estão inseridas —, costuma chamar de ciclo virtuoso das Unidades de Conservação.

O ciclo virtuoso funciona com:

1) a visitação: que acontece com turistas demandando produtos e serviços da população local, que para isso precisam dos ativos naturais conservados;

2) a geração de renda: com as pessoas da região gerando impacto econômico na comunidade;

3) a conservação: com o turismo trazendo visibilidade para a necessidade de conservar o meio ambiente.

Mais do que a geração de renda pura e simples, para que tudo faça sentido é importante que as pessoas da comunidade se sintam parte do que significa um parque nacional. Afinal, são elas que moram ali, no lugar que é objeto de desejo de viagem de milhares e milhares de pessoas.

Parque Nacional da Furna Feia: atrativos e atividades

As mais de 1.500 visitas nos primeiros meses de abertura do parque se concentraram na caverna Furna Nova — por enquanto o único atrativo do Parque Nacional da Furna Feia que está aberta à visitação. De acordo com o Plano de Manejo Espeleológico e com as diretrizes de turismo sustentável, o local recebe no máximo 80 visitantes permitidos por dia, com acompanhamento obrigatório do condutor.

A Furna Nova recebe estrutura para que as pessoas possam entrar nela de maneira segura: através de uma fenda na rocha, o visitante entra na caverna que se abre em uma descida rumo ao salão principal.

Além de outros atrativos que devem ser abertos ao longo de 2026, o Parque Nacional da Furna Feia reserva outras riquezas. Com uma flora típica da Caatinga, a região conta com dezenas de espécies animais — com destaque para as aves, que ganharam, inclusive, um livro só para elas.  Além disso, a Unidade de Conservação conta com pinturas rupestres e potencial paleontológico.

Veja agora quais são os atrativos e atividades que estão em processo de desenvolvimento, com projeção de serem abertas no Parque Nacional da Furna Feia ao longo de 2026.

Com potencial para ser o ponto alto da visita à Unidade, a caverna que dá nome ao parque está com o Plano de Manejo Espeleológico em fase final. Com 739m de desenvolvimento, ela possui vários salões e vai oferecer uma travessia espeleológica: visitantes entrarão de um lado e sairão pelo outro, em uma experiência subterrânea de verdade.

Abrigo do Letreiro: com previsão de contar com acessibilidade para cadeirantes, o Abrigo é uma caverna menos ampla, mas que conta com outro diferencial. É nela que estão diversas pinturas rupestres, de uma linha conhecida como tradição agreste. No local também está prevista a construção de uma estrutura que funcionará como base de campo.

Centro de Informações Turísticas: o Parque Nacional da Furna Feia ainda não conta com um centro de visitantes. O local, porém, já está em processo de desenvolvimento, em uma escola municipal na entrada de Baraúna, na comunidade de Vertentes, bem próximo à entrada do parque. O espaço será o ponto de encontro com condutoras e condutores, além de também funcionar como loja do Turismo de Base Comunitária, espaço para cursos, entre outros.

Cicloturismo: na região da Serra Mossoró está sendo implementada uma trilha de 52km, na área do parque e do entorno, que deve contar inclusive com camping para ciclistas.

Clique aqui para conhecer mais sobre o Parque Nacional da Furna Feia (RN).

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