A Prefeitura de Natal deu mais um passo para tirar do papel o projeto de um parque urbano às margens da Av. Roberto Freire. Nesta sexta-feira (27), durante reunião extraordinária do Conselho Gestor do Parque das Dunas, o Município apresentou uma proposta de revisão pontual no zoneamento ambiental da unidade de conservação, medida considerada essencial para viabilizar o novo equipamento público na capital do Rio Grande do Norte.
A área em discussão tem 10 hectares e foi cedida pelo Exército Brasileiro. Fica em uma das regiões mais valorizadas e movimentadas de Natal, na Zona Sul, o que torna o projeto estratégico tanto para lazer quanto para mobilidade e qualidade de vida na Região Metropolitana.
A proposta foi detalhada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). O Município sugeriu alterar parte da chamada Zona Primitiva 3 para ampliar a Zona de Uso Intensivo 2, seguindo as regras previstas no Plano de Manejo do Parque das Dunas.
Pelo desenho apresentado, cerca de 8,1 hectares poderiam ser destinados à implantação do Parque Urbano de Natal. Os 1,9 hectares restantes continuariam com classificação mais restritiva. Segundo o secretário da Semurb, Thiago Mesquita, a mudança permitiria utilizar aproximadamente 81% da área total cedida para a instalação do parque.
Após a apresentação, os membros do Conselho Gestor decidiram criar uma Câmara Técnica para examinar a proposta com mais profundidade. O grupo será formado por conselheiros e terá até 60 dias para elaborar um parecer técnico.
O documento será posteriormente submetido à votação do colegiado. O diretor técnico do Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), Thales Dantas, destacou que a formação da Câmara Técnica mantém o diálogo entre a Prefeitura de Natal e o Governo do Estado sobre o projeto.
O Parque das Dunas é uma das principais áreas de preservação ambiental do Rio Grande do Norte e qualquer alteração em seu zoneamento gera debate entre poder público, especialistas e sociedade civil. A proposta segue em análise no Conselho Gestor e ainda depende de avaliação técnica antes de qualquer decisão final.
Para o morador de Natal, o projeto representa a possibilidade de um novo espaço público de lazer em uma área estratégica da cidade. Ao mesmo tempo, a discussão envolve regras ambientais que impactam diretamente a proteção de um dos maiores patrimônios naturais da capital potiguar.
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