Casal foi preso em operação da Polícia Civil em bairros de Natal após investigação sobre crimes cometidos após encontros marcados por aplicativos. | Foto: Divulgação/PCRN
Segundo a Polícia Civil do RN, suspeitos marcavam encontros após “match” em aplicativos e rendiam vítimas para exigir transferências bancárias e roubar celulares
Publicado 2 de abril de 2026 às 11:29
A Polícia Civil prendeu um casal investigado por roubos, extorsões e golpes cometidos após encontros marcados por aplicativos de relacionamento em Natal. A ação ocorreu durante a operação “Match Final”, que cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em diferentes bairros da capital potiguar.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam atuado de forma conjunta para atrair vítimas por meio de aplicativos voltados ao público LGBTQIAPN+. Após iniciar contato e ganhar a confiança das pessoas, o investigado principal migrava a conversa para aplicativos de mensagens e marcava encontros presenciais, geralmente em sua residência.
De acordo com a Polícia Civil, durante os encontros as vítimas eram surpreendidas, ameaçadas e obrigadas a entregar celulares, acessar contas bancárias e realizar transferências financeiras. A companheira do investigado também participaria da ação, surgindo durante o encontro para reforçar as ameaças e pressionar as vítimas. Em alguns casos, os criminosos também exigiam senhas de serviços vinculados aos celulares para apagar dados e permitir a revenda dos aparelhos.
Durante a operação, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva, além de dois mandados de busca e apreensão. As diligências ocorreram nos bairros Dix-Sept Rosado, Quintas e Lagoa Nova, em Natal. A Justiça também determinou medidas cautelares contra parentes dos investigados, incluindo o uso de monitoramento eletrônico, após indícios de participação na movimentação de valores obtidos com os crimes.

Até o momento, a Polícia Civil identificou 20 vítimas e registrou a subtração de 15 aparelhos celulares, sendo 12 iPhones, além de transferências bancárias realizadas sob coação. Os investigadores não descartam a existência de outras vítimas, já que há indícios de pessoas que ainda não registraram ocorrência. A Polícia Civil divulgou a imagem de um dos investigados preso durante a operação “Match Final”, com o objetivo de identificar possíveis novas vítimas.
“Se você reconhece esse homem ou acredita ter sido vítima de ações semelhantes, procure uma delegacia para registrar o Boletim de Ocorrência. Sua denúncia é fundamental para o avanço das investigações”, na Delegacia Especializada no Combate a Crimes Raciais, Intolerância e Discriminação (Decrid), localizada na Rua Demócrito de Souza Paiva, 1580, Lagoa Nova, Natal.
A Polícia Civil informou que a operação recebeu o nome “Match Final” em referência ao início dos contatos entre suspeitos e vítimas em aplicativos de relacionamento. Informações que possam ajudar nas investigações podem ser repassadas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181, que funciona em todo o Rio Grande do Norte.
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