Operação da Polícia Federal mira organização criminosa com atuação interestadual no comércio ilegal de armas e munições. | Foto: Divulgação/PCRN
A Polícia Federal apresentou o balanço da segunda fase da Operação Bate Lata, deflagrada na terça-feira (4) para combater o comércio ilegal de armas de fogo e munições com atuação no RN e em outros estados. A ação resultou, até o momento, no cumprimento de 15 mandados de prisão e na apreensão de armas, munições e cerca de 1,9 quilo de substância entorpecente.
Nesta etapa da investigação, foram expedidos 21 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão preventiva, além de duas medidas de monitoramento eletrônico. As ordens judiciais foram cumpridas no Rio Grande do Norte, em Pernambuco e no Rio Grande do Sul, com autorização também para bloqueio de valores ligados aos investigados.
Durante as diligências realizadas pelas equipes de segurança, foram apreendidas três pistolas, um revólver e munições. Três pessoas também foram presas em flagrante ao longo da operação.
De acordo com a Polícia Federal, um dos investigados presos nesta fase consta na Lista de Procurados do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), do Ministério da Justiça, que reúne alvos considerados prioritários pelas forças de segurança no país.
A Operação Bate Lata teve a primeira fase deflagrada em julho de 2025, quando foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão no Rio Grande do Norte e em Pernambuco. Na ocasião, também houve prisões em flagrante e apreensão de armas de fogo, munições, acessórios e veículos.
Em desdobramento das investigações, as equipes localizaram e apreenderam fuzis, pistola, carregadores e munições, materiais considerados relevantes para o avanço das apurações.
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam a existência de uma organização criminosa com atuação em diferentes estados, suspeita de participar da compra, intermediação e distribuição ilegal de armamentos.
A ação contou com a atuação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no RN (FICCO/RN), que reúne integrantes da Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do estado. Equipes de segurança pública de outros estados também prestaram apoio à operação.
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