Perfuração de novos poços no litoral potiguar pode abrir nova fase para a indústria de petróleo e gás no estado. | Foto: Divulgação/Petrobras
Licença para perfuração do poço Mãe de Ouro, no litoral de Areia Branca, abre caminho para possível cluster petrolífero com produção estimada em até 100 mil barris por dia
Publicado 31 de março de 2026 às 09:42
A renovação da licença ambiental para perfuração do poço Mãe de Ouro, a cerca de 52 km da costa de Areia Branca, no litoral do RN, reacendeu expectativas no setor de petróleo e gás. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec), a descoberta pode viabilizar um novo polo petrolífero com impacto de até 30% no PIB estadual, caso a viabilidade comercial seja confirmada.
A autorização do Ibama permite à Petrobras perfurar os poços Mãe de Ouro, Inhame e Taianga, que fazem parte de uma área com potencial para formação de um cluster petrolífero offshore. A produção estimada pode chegar a 100 mil barris por dia, volume superior ao registrado atualmente no estado.
A previsão é que a Petrobras inicie a perfuração em junho, com cerca de três meses de trabalho e outros seis meses de análises técnicas para confirmar o potencial da área.
Se confirmado, o projeto pode atrair investimentos bilionários e gerar empregos diretos e indiretos no RN, além de aumentar a arrecadação de royalties e impostos para o estado e municípios da região da Costa Branca, onde estão cidades como Areia Branca, Mossoró e Guamaré.
Atualmente, o setor de óleo e gás em terra responde por cerca de 40% do PIB industrial do RN e por 23% da arrecadação de ICMS, segundo levantamento do Sebrae-RN.
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