O cão Orelha foi barbaramente torturado por quatro adolescentes de Santa Catarina e faleceu. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Protesto Natal e outras capitais realizam atos após morte do cão Orelha

Manifestantes em Natal, São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis pedem punição para agressores e políticas públicas mais eficazes. No RN, o número de ocorrências de maus-tratos cresceu em 2025

por: NOVO Notícias

Publicado 1 de fevereiro de 2026 às 12:11

A morte do cão Orelha mobiliza atos em Natal e em diversas capitais brasileiras neste domingo (1º). As manifestações têm como objetivo cobrar justiça e a responsabilização de envolvidos em agressões contra animais.

Em Natal, a população foi convocada para um ato na Praça da Árvore, em Mirassol, às 15h. Os organizadores sugeriram o uso de camisas pretas em homenagem às vítimas sob o lema “Natal está junto por justiça”.

São Paulo registrou concentração na Avenida Paulista desde as 10h. Os participantes levaram cartazes e pediram a redução da maioridade penal, já que os suspeitos pela morte de Orelha são quatro adolescentes.

A ativista Luisa Mell e a primeira-dama de São Paulo, Regina Nunes, participaram do protesto. No Rio de Janeiro, os atos ocorreram no Aterro do Flamengo e na Praia de Copacabana.

Orelha morreu em janeiro após sofrer graves agressões na cabeça em Florianópolis. Dois dos jovens investigados tiveram aparelhos eletrônicos apreendidos pela Polícia Civil na quinta-feira (29), ao desembarcarem de uma viagem aos Estados Unidos.

A atriz Heloisa Perissé fez um apelo pela participação nas redes sociais. “Infelizmente, pelo que percebi, isso é só a ponta de um iceberg de coisas tenebrosas que estão acontecendo por aí”, afirmou a artista.

No Rio Grande do Norte, as ocorrências de maus-tratos subiram de 244 para 343 entre 2024 e 2025. Ao todo, 75 cães ou gatos foram mortos por violência no estado no ano passado, uma média de uma morte a cada quatro dias.

A Lei de Crimes Ambientais tipifica o crime com penas que podem chegar a cinco anos de prisão. Ativistas ressaltam que situações de violência, negligência ou abandono devem ser denunciadas imediatamente às autoridades competentes.

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