Foto: MPRN
Investigação do MPRN e da Polícia Civil aponta que suspeita comercializava conteúdos violentos contra animais mediante pagamento de seguidores
Publicado 19 de junho de 2026 às 08:52
Uma mulher foi presa preventivamente no município de Marcelino Vieira após uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) em conjunto com a Polícia Civil identificar a prática reiterada de crimes ambientais contra animais. A suspeita utilizava plataformas digitais para divulgar vídeos com cenas de extrema crueldade e lucrava com a venda de conteúdos personalizados para seguidores.
De acordo com o MPRN, a apuração teve início após o órgão requisitar a instauração de um inquérito policial para investigar denúncias envolvendo maus-tratos a animais. Durante as investigações, foram encontrados vídeos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento.
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Segundo os investigadores, os registros indicavam que os animais permaneciam se debatendo e apresentavam sinais evidentes de sofrimento após as agressões.
Além das aves, a investigação identificou casos de tortura e morte de gatos, bem como agressões contra cães, preás e capivaras. Os conteúdos eram publicados em áreas restritas para assinantes nas plataformas digitais administradas pela suspeita.
Ainda conforme o MPRN, os vídeos mais violentos eram comercializados de forma personalizada. Seguidores pagavam mensalidades para ter acesso ao material e podiam sugerir, mediante pagamento, a forma como os animais seriam agredidos ou mortos.
As investigações apontam que a mulher transformou a violência contra os animais em uma atividade lucrativa, utilizando as redes sociais para atrair interessados nos conteúdos.
A análise realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil também apontou que a suspeita demonstrava satisfação durante a prática dos atos de violência. De acordo com os investigadores, esse comportamento pode guardar relação com características descritas na literatura psicológica e psiquiátrica sob a denominação de zoosadismo, termo utilizado para definir o prazer obtido a partir do sofrimento de animais.
O caso segue sob investigação das autoridades, que apuram a extensão dos crimes e a possível participação de outras pessoas envolvidas na compra e solicitação dos conteúdos divulgados pela suspeita.
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