Ex-presidente foi autorizado pelo STF a ir a hospital particular em Brasília para avaliação após queda. | Foto: Luis Nova/Metrópoles

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Justiça Moraes libera Bolsonaro para exames médicos fora da PF após queda

Decisão do STF permite deslocamento do ex-presidente a hospital em Brasília, com escolta da Polícia Federal, para exames de tomografia, ressonância e eletroencefalograma

por: NOVO Notícias

Publicado 7 de janeiro de 2026 às 10:02

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja levado a um hospital particular em Brasília para a realização de exames médicos. A decisão permite o deslocamento do ex-chefe do Executivo ao hospital DF Star.

A autorização contempla três procedimentos: tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. Os exames têm como objetivo avaliar a possibilidade de traumatismo craniano leve após uma queda da cama ocorrida na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal, onde Bolsonaro está custodiado.

Na decisão, Moraes determinou que a segurança do ex-presidente seja feita pela Polícia Federal de forma discreta. O ministro também autorizou que o desembarque no hospital ocorra pela garagem da unidade, para evitar exposição pública.

A Polícia Federal deverá entrar em contato previamente com o hospital para alinhar os termos e as condições da realização dos exames. Além disso, ficará responsável pela vigilância integral do custodiado durante todo o período dos procedimentos médicos.

Após a conclusão da bateria de exames, Bolsonaro deverá retornar imediatamente à Superintendência da Polícia Federal, sem previsão de internação hospitalar.

O pedido para a realização dos exames foi apresentado pela defesa do ex-presidente na terça-feira (6), com solicitação de urgência. Em seguida, a Polícia Federal encaminhou um relatório médico descrevendo as condições de saúde avaliadas por sua equipe.

As informações foram prestadas após despacho do ministro Alexandre de Moraes, que solicitou esclarecimentos adicionais à defesa e o envio de laudo médico elaborado pela PF.