Foto: Luís Oliveira/Sesai

Em mais um passo rumo à equidade étnico-racial, o Ministério da Saúde está implantando a rede de assistência à saúde indígena no Rio Grande do Norte e no Piauí, com criação de unidades do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), polos de atenção e inserção de equipes formadas por profissionais de múltiplas especialidades, para atendimento das comunidades que vivem nos estados. Com a conclusão dessas ações, pela primeira vez, todas as unidades da federação farão parte do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena do Sistema Único de Saúde (SUS).

A medida vai impactar cerca de 9,5 mil indígenas: 5,4 mil de 4 etnias que vivem no Rio Grande do Norte e 4,1 mil de 7 etnias residentes no Piauí. “Vamos garantir uma política de saúde específica e diferenciada a essas populações, que tiveram o direito à saúde historicamente negado”, conta o coordenador-Geral de Gestão das Ações de Atenção à Saúde Indígena, Antônio Fernando.

Mais de 5 mil indígenas beneficiados no RN

No Rio Grande do Norte, um dos primeiros passos para início da assistência foi um processo de escuta com as lideranças indígenas dos mais diversos municípios, incluindo comunidades indígenas que vivem de forma tradicional, com apoio do DSEI Potiguara, localizado na Paraíba.

Esse levantamento apontou, inicialmente, que o Rio Grande do Norte conta com 4 etnias indígenas que vivem de forma tradicional: os povos Tapuia Paiacu, Tapuia Tarairiú, Potiguara e Caboclos do Açu.

Formação de parceiros em saúde indígena

Com o apoio da Funai, da Escola de Saúde Pública e das secretarias municipais e estadual de saúde do estado, a Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) iniciou um processo de formação dos parceiros em saúde indígena, realizados em três módulos com abordagem pedagógica, antropológica e de saúde.

Contratação de profissionais e aquisição de insumos

O próximo passo para início das atividades é o processo seletivo dos profissionais, que está em fase de conclusão, com a contratação de médicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, farmacêuticos, nutricionista, técnicos de enfermagem, auxiliar de saúde bucal, agente indígena de saúde, agente indígena de saneamento, apoiador de saúde e assessores indígenas.

Enquanto isso, estão sendo desenvolvidas ações para estruturação física, com aquisição de insumos como material médico hospitalar, medicamentos, veículos e mobiliários. Também estão sendo firmadas parcerias com a gestão municipal para uso de unidades de saúde que vão permitir que a assistência de saúde para os povos indígenas que vivem no Rio Grande do Norte seja iniciada no segundo semestre de 2024.

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