A expectativa para 2025 é de novas elevações no setor de construção civil. Foto: Reprodução TV Brasil

Construção civil. Foto: Reprodução TV Brasil

Cotidiano

Crescimento Mercado imobiliário vive novo ciclo de expansão em Natal e atrai investimentos bilionários

Valorização dos imóveis, aumento das vendas e onda de lançamentos consolidam retomada do setor na capital potiguar

por: NOVO Notícias

Publicado 15 de junho de 2026 às 15:30

O mercado imobiliário de Natal atravessa um dos momentos mais promissores dos últimos anos. Impulsionado pela valorização dos imóveis, pelo aumento da demanda por moradia e por uma nova onda de investimentos das construtoras, o setor vive um ciclo de expansão que se reflete em números recordes, novos empreendimentos e perspectivas otimistas para os próximos meses.

Um dos principais indicadores desse aquecimento está no preço do metro quadrado na capital. Em maio deste ano, o valor médio alcançou R$ 6.397, o maior patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2025. Na comparação com aquele período, quando o metro quadrado custava R$ 5.655, a valorização supera 13%.

Bairros tradicionalmente procurados seguem liderando a valorização. Capim Macio aparece no topo do ranking, com média de R$ 7.411 por metro quadrado. Já nos empreendimentos verticais de padrão mais elevado, o preço médio chega a R$ 9.283 por metro quadrado, com destaque para Petrópolis, Areia Preta e Tirol.

Os dados refletem um mercado em franca expansão. Segundo o Censo Imobiliário elaborado pela Brain Inteligência Estratégica para o Sinduscon-RN e o Sebrae-RN, as vendas de imóveis residenciais verticais em Natal cresceram 47% no primeiro trimestre de 2026 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Entre janeiro e março, foram comercializadas 349 unidades na capital, contra 237 no primeiro trimestre de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento chega a 54%.

Os lançamentos acompanham o ritmo das vendas. Apenas nos três primeiros meses deste ano, Natal recebeu 409 novas unidades residenciais verticais, avanço de 61% em relação ao mesmo período do ano passado. O bairro de Neópolis liderou o volume de novos empreendimentos, seguido por Passagem de Areia e Pirangi, em Parnamirim.

MRV amplia presença e aposta em quatro novos empreendimentos

A construtora MRV, após registrar em Natal o maior volume de vendas da companhia em todo o Brasil no ano passado, prepara uma sequência de novos lançamentos e deve disponibilizar mais de 1.600 novas unidades habitacionais ao longo de 2026.

A estratégia contempla projetos distribuídos pelas quatro regiões da cidade, ampliando o alcance da oferta imobiliária para diferentes perfis de compradores.

De acordo com a gestora comercial da MRV, Renata Melo, a empresa mantém uma visão extremamente positiva sobre o mercado potiguar.

“Está muito aquecido. Com o lançamento do Potengi e a previsão de mais quatro projetos ao longo do ano, mostramos a força do mercado de Natal. Outras construtoras também estão voltando a investir na cidade e acreditamos que esse movimento tende a crescer ainda mais”, afirma Renata Melo.

Além do Residencial Potengi, lançado na última semana, o cronograma da empresa prevê até o fim do ano novos empreendimentos: Residencial Pitimbu, Praia do Madeiro e Dunas Parque, formando um portfólio distribuído estrategicamente entre as zonas Norte, Sul, Leste e Oeste da capital.
Segundo Renata, a escolha dos terrenos passa por um rigoroso processo de inteligência de mercado que considera fatores como déficit habitacional, infraestrutura urbana e potencial de valorização.

“Nós recebemos inúmeras ofertas de terrenos, mas existe um estudo prévio muito detalhado para identificar onde há demanda por moradia e potencial de desenvolvimento. A localização é o nosso principal diferencial”, destaca.

A expansão da MRV também acompanha uma característica marcante do mercado atual: a forte procura por imóveis enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. O segmento registrou o maior Índice de Velocidade de Vendas (IVV) do mercado potiguar no primeiro trimestre deste ano, atingindo 24,2%, índice superior aos registrados pelos imóveis de médio padrão e de luxo.

Construção civil enfrenta
desafios de custos

Apesar do cenário favorável, a expansão do mercado ocorre em paralelo ao aumento dos custos da construção civil. Dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), do IBGE, mostram que o custo médio de construção no Rio Grande do Norte avançou 0,56% entre abril e maio deste ano, alcançando R$ 1.808,67 por metro quadrado.

Desse total, R$ 1.085,60 correspondem aos materiais de construção e R$ 733,25 à mão de obra. Ainda assim, o estado mantém um dos menores custos de mão de obra da construção civil do país.
Para o presidente do Sinduscon-RN, Sérgio Azevedo, o momento é positivo, mas exige atenção para garantir a sustentabilidade do crescimento.

“O mercado iniciou 2026 com indicadores bastante positivos, refletindo a confiança dos investidores e consumidores. No entanto, é fundamental acompanhar fatores como custo da construção, acesso ao crédito e melhorias na infraestrutura urbana”, ressalta.

A avaliação é compartilhada pelo diretor técnico do Sebrae-RN, Marcelo Toscano. Segundo ele, a expansão imobiliária gera impactos que vão além da construção civil.

“O crescimento das vendas e dos lançamentos fortalece toda uma cadeia produtiva formada por construtoras, fornecedores, prestadores de serviços e pequenos negócios. É um movimento que contribui diretamente para a geração de empregos e para o fortalecimento da economia potiguar”, afirma.

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