Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn, é conhecido por abrigar presos de grande repercussão internacional. | Foto: Reprodução/Casa Branca
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, passou a noite detido no Centro de Detenção Metropolitano (MDC), em Nova York, segundo informações divulgadas por autoridades norte-americanas neste fim de semana. A unidade prisional, localizada no Brooklyn, é conhecida por receber presos envolvidos em casos de grande repercussão internacional.
De acordo com o que foi informado oficialmente, Maduro teria sido capturado no sábado (3) durante uma operação conduzida por forças militares dos Estados Unidos em território venezuelano. Após a ação, ele foi transferido para os EUA e colocado sob custódia federal enquanto aguarda os próximos desdobramentos judiciais.
O MDC do Brooklyn abriga atualmente mais de 1,3 mil detentos e já recebeu figuras conhecidas do cenário internacional. Relatórios e denúncias frequentes descrevem a unidade como uma das mais problemáticas do sistema prisional norte-americano, com estrutura antiga e dificuldades operacionais.
Segundo a denúncia apresentada à Justiça dos Estados Unidos, Maduro é alvo de acusações relacionadas a narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas. Caso seja condenado, as penas previstas variam de 20 anos de prisão até prisão perpétua, conforme a legislação norte-americana.
Autoridades dos EUA apontam o presidente venezuelano como suposto líder do Cartel de los Soles, grupo que teria sido recentemente classificado pelo governo americano como organização terrorista internacional. O governo da Venezuela nega as acusações.
Após a divulgação da detenção, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que seu governo mantém contatos com integrantes da cúpula venezuelana. Segundo ele, o secretário de Estado, Marco Rubio, teria conversado com Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, tratada por Washington como presidente interina.
Trump declarou que há disposição para cooperação, mas afirmou que o novo cenário impõe decisões consideradas “inevitáveis” para o futuro do país vizinho.
Ainda segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, o governo venezuelano confirmou que ao menos 40 pessoas morreram durante confrontos ocorridos na madrugada do sábado. De acordo com o The New York Times, entre as vítimas estariam civis e integrantes das forças armadas.
A situação segue sob forte tensão política e diplomática, com expectativa de novos pronunciamentos oficiais tanto do governo venezuelano quanto das autoridades dos Estados Unidos nas próximas horas.
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