Justiça decreta prisão preventiva de mulher após morte de trabalhador atacado por pitbull em Extremoz, na Grande Natal. | Foto: Reprodução
Prisão preventiva foi decretada após denúncia do Ministério Público; caso ocorreu dentro de residência na Grande Natal e segue sob investigação em segredo de Justiça
Publicado 12 de abril de 2026 às 16:30
A Justiça decretou a prisão preventiva de Laís da Cunha Oliveira Galindo, de 23 anos, tutora do pitbull envolvido no ataque que resultou na morte do trabalhador Francisco Paulo da Silva, de 62 anos. O caso ocorreu no dia 6 de março, dentro da residência da investigada, em Extremoz, na Região Metropolitana de Natal.
Segundo as informações da investigação, a vítima havia sido contratada para realizar um serviço de limpeza no imóvel. Durante o trabalho, foi atacada pelo animal na perna direita, sofreu grande perda de sangue e morreu ainda no local.
A decretação da prisão preventiva foi confirmada pelo advogado Jânio Alves, que atua no caso. De acordo com ele, o Ministério Público já apresentou denúncia à Justiça, com base nos elementos reunidos até o momento pela investigação.
Agora, cabe ao Judiciário decidir se recebe ou não a denúncia. Caso seja aceita, o processo passa a tramitar como ação penal.
Mesmo com o oferecimento da denúncia, as investigações podem continuar. Segundo o advogado, novos elementos ainda podem ser incorporados ao caso, conforme a necessidade de aprofundamento das apurações. Outros possíveis desdobramentos seguem sob análise em procedimentos próprios, que tramitam em segredo de justiça.
A prisão inicial havia sido decretada de forma temporária após o surgimento de informações que indicam que o ataque pode não ter ocorrido de forma acidental. Entre os pontos investigados estão o tempo de acionamento do socorro e circunstâncias do ocorrido dentro da residência.
A Polícia Civil também apura informações repassadas por uma testemunha, incluindo mensagens e outros materiais que passaram a integrar a investigação.
Paralelamente, equipes realizam diligências em Ceará-Mirim após denúncias relacionadas a outros possíveis fatos. A área indicada deve passar por limpeza para viabilizar buscas, que devem ocorrer nos próximos dias.
Em depoimento, a investigada afirmou que o animal estava preso em um quarto, mas conseguiu sair e atacar a vítima. Ela também declarou que tentou prestar socorro e acionou o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).
No entanto, novos elementos reunidos durante a investigação levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração sobre as circunstâncias do caso.
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