Foram condenados Breno Ramon da Silva, Raul Patrício Silva de Lima, Valério Henrique Costa Gomes e Wtemberg de Souza Clemente. Foto: Reprodução
Grupo foi responsabilizado pela morte de Dinobergh de Moura Almeida, ocorrida em agosto de 2018, durante uma tentativa de roubo em uma residência no bairro Maynard, em Caicó
Publicado 19 de março de 2026 às 16:30
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve a condenação à prisão em regime fechado de quatro homens envolvidos em um crime de latrocínio e na manutenção de uma associação criminosa armada que atuava na região do Seridó.
A decisão da 1ª Vara da Comarca de Caicó alcança Breno Ramon da Silva, Raul Patrício Silva de Lima, Valério Henrique Costa Gomes e Wtemberg de Souza Clemente. O grupo foi responsabilizado pela morte de Dinobergh de Moura Almeida, ocorrida em agosto de 2018, durante uma tentativa de roubo em uma residência no bairro Maynard, em Caicó.
Segundo a sentença, Wtemberg de Souza Clemente, conhecido como Irmão Valdetário, exerceu papel central de articulação e logística no esquema. Ele foi identificado como a pessoa que intermediou a obtenção da arma de fogo, coordenou a movimentação dos executores e utilizou uma propriedade rural como ponto de apoio para o grupo. Wtemberg foi condenado pelos crimes de latrocínio e associação criminosa armada a uma pena total de 29 anos, 10 meses e 22 dias de reclusão em regime inicialmente fechado.
Breno Ramon da Silva também foi condenado pelos dois crimes, com pena fixada em 24 anos, 10 meses e 2 dias de reclusão. De acordo com os autos, ele forneceu apoio logístico aos executores, incluindo vestimentas e substâncias entorpecentes para manter os agentes em vigília antes da ação. A investigação apontou sua participação ativa em grupos de comunicação vinculados a uma facção criminosa, onde eram discutidas atividades ilícitas e a gestão de pontos de venda de drogas na região da Baixa da Cachorra.
Raul Patrício Silva de Lima foi condenado a 25 anos de reclusão pelo crime de latrocínio. Ele foi reconhecido por testemunhas presenciais como um dos indivíduos que invadiu a residência e imobilizou a mãe da vítima sob ameaça de arma de fogo. Já Valério Henrique Costa Gomes recebeu a pena de 27 anos, 8 meses e 15 dias de reclusão por sua participação no latrocínio, tendo sido o responsável por fornecer o revólver calibre 32 utilizado na empreitada criminosa.
Apoio do Nuavv durante o processo
A instrução processual revelou que o crime foi planejado e contou com suporte estruturado, incluindo uma tentativa frustrada de execução na madrugada anterior ao óbito da vítima. Nesse sentido, o Núcleo de Apoio às Vítimas de Violência Letal (Nuavv/MPRN) prestou apoio fundamental ao caso ao produzir um relatório técnico sobre as consequências do crime, documento que foi determinante para a fundamentação da sentença.
De acordo com a decisão judicial, as consequências foram consideradas desfavoráveis aos réus, uma vez que o relatório evidenciou impactos psicológicos profundos, duradouros e desestruturantes no núcleo familiar da vítima. Tais danos, por extrapolarem o que é ordinariamente inerente ao delito de latrocínio, justificaram a exasperação da pena-base para Breno Ramon da Silva, Raul Patrício Silva de Lima, Valério Henrique Costa Gomes e Wtemberg de Souza Clemente.
A Justiça negou aos condenados o direito de recorrer em liberdade para a garantia da ordem pública. Um quinto denunciado foi absolvido por insuficiência de provas sobre sua participação direta nos fatos narrados. O trabalho da Polícia Civil de Caicó foi determinante para elucidação do crime e consequente condenação dos envolvidos.
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