A jovem Ana Clara Oliveira, de 21 anos, recebeu alta médica do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza (CE), nesta sexta-feira (29)

Cotidiano

Retomada Jovem que teve mãos decepadas em tentativa de feminicídio recebe alta no Ceará

Ana Clara Oliveira permaneceu internada por quase um mês no Instituto Doutor José Frota; processo de recuperação dos movimentos deve durar até um ano

por: NOVO Notícias

Publicado 30 de maio de 2026 às 10:03

A jovem Ana Clara Oliveira, de 21 anos, recebeu alta médica do Instituto Doutor José Frota (IJF), em Fortaleza (CE), nesta sexta-feira (29). Ela estava internada desde o dia 1º de maio, após sofrer uma tentativa de feminicídio em Quixeramobim, no Sertão Central cearense, na qual teve as mãos decepadas por golpes de foice.

Ana Clara foi submetida a uma cirurgia complexa de reimplante de membros que durou aproximadamente 12 horas. O procedimento envolveu uma equipe multidisciplinar de 15 profissionais de saúde. Segundo a paciente, a reabilitação física para retomar os movimentos deve durar entre seis meses e um ano, incluindo sessões semanais de fisioterapia e acompanhamento no setor de microcirurgia e no ambulatório de dor do IJF.

O ataque aconteceu após discussão entre a jovem e seu então companheiro. De acordo com o relato da vítima, as agressões foram executadas pelo ex-cunhado a mando do parceiro. Ana Clara relatou ter fingido estar morta para interromper o ataque e, após a fuga dos agressores, conseguiu pedir socorro a um vizinho.

Devido às condições climáticas que impediram o transporte aéreo, a transferência de Quixeramobim para Fortaleza foi realizada por via terrestre. Na saída da unidade de saúde, a jovem fez um pronunciamento incentivando mulheres a denunciarem sinais de agressão e a buscarem ajuda para sair de relacionamentos abusivos.

A partir de agora, Ana Clara residirá temporariamente com familiares na casa de amigos em Fortaleza para facilitar o tratamento médico. O padrasto da jovem, José Airton Firmino Silva, informou que interrompeu suas atividades profissionais para acompanhar integralmente a rotina de recuperação da enteada. O caso segue sob acompanhamento jurídico e policial em busca de justiça pelas agressões sofridas.

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