Ampliação da isenção do Imposto de Renda aumenta renda líquida de trabalhadores no RN. | Foto: Reprodução
A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para rendimentos de até R$ 5 mil mensais elevou em 66,8% o número de contribuintes isentos no RN. Segundo dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros (CETAD), o total passou de 146,7 mil para 244,7 mil potiguares. A mudança começou a valer neste ano e beneficia diretamente mais de 98 mil trabalhadores no estado, que deixaram de pagar o tributo.
Além dos contribuintes totalmente isentos, cerca de 60,4 mil pessoas com renda entre R$ 5 mil e R$ 7.350 passaram a ter descontos progressivos no imposto. Na prática, a nova regra altera a retenção na fonte e aumenta o valor líquido recebido mensalmente por trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas.
De acordo com o contador Gustavo Vieira, diretor da Rui Cadete, a isenção pode representar um ganho anual significativo para os trabalhadores. Em entrevista à Tribuna do Norte, ele, quem deixou de pagar cerca de R$ 300 por mês pode acumular aproximadamente R$ 3.600 ao longo do ano. Já para quem está na faixa de desconto progressivo, o alívio é menor, podendo chegar a cerca de R$ 600 anuais, dependendo da renda.
Especialistas apontam que a medida tende a aumentar o consumo no RN. Com mais dinheiro disponível, parte dos trabalhadores deve direcionar os recursos para despesas básicas, comércio e serviços. O economista Thales Penha, da UFRN, explica que a redução de tributos pode influenciar o consumo e até melhorar o nível de endividamento das famílias, mesmo com impactos individuais moderados.
Já o economista Ricardo Valério, do Corecon/RN, afirma que os recursos que deixam de ser arrecadados tendem a circular na economia, fortalecendo setores como comércio varejista e turismo.
Além do consumo, especialistas destacam a possibilidade de uso do valor extra para planejamento financeiro. A recomendação inclui a destinação de parte dos recursos para aplicações, como o Tesouro Direto, visando a formação de reserva de emergência.
Para quem continua obrigado a declarar o IRPF, é importante conferir corretamente os rendimentos informados, especialmente em casos de múltiplas fontes de renda. Também é necessário verificar se os descontos aplicados estão de acordo com os informes e evitar omissão de ganhos, como alugueis ou trabalhos extras. A orientação é manter comprovantes por pelo menos cinco anos.
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