Lulinha retorna à Espanha enquanto Polícia Federal apura suspeitas de ligação com operador do esquema do INSS. | Foto: Arquivo pessoal

Brasil

Investigação Investigado pela PF, filho de Lula deixa o Brasil enquanto governo barra convocação

Viagem ocorre em meio a apurações sobre esquema do INSS e reação da base governista no Congresso

por: NOVO Notícias

Publicado 13 de janeiro de 2026 às 11:10

O filho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, deixou o Brasil e deve retornar a Madri nos próximos dias. A viagem acontece no momento em que a Polícia Federal investiga suspeitas de ligação dele com um dos principais operadores do esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas do INSS.

Conhecido como Lulinha, ele passou cerca de três semanas no país durante o período de festas de fim de ano. Nesse intervalo, não houve registro público de encontros com o presidente da República.

As investigações da Polícia Federal apuram a informação de que Lulinha teria mantido negócios com Antonio Carlos Camilo Antunes, apontado como operador do esquema e conhecido como “Careca do INSS”. Segundo depoimento colhido no inquérito, há relato de repasses financeiros e pagamentos periódicos, que agora são analisados pelos investigadores.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, confirmou publicamente a existência de apurações envolvendo o nome do filho do presidente. Até o momento, Lulinha não constituiu advogado e não foi localizado para comentar o caso.

O presidente Lula afirmou que, caso o filho tenha cometido qualquer irregularidade, deverá responder pelos próprios atos. No Congresso, porém, a base governista votou de forma majoritária contra a convocação de Lulinha para depor na CPMI que apura fraudes no INSS.

Viagens e mensagens sob análise

Apuração jornalística revelou que Lulinha e Antonio Carlos viajaram juntos para Portugal, com passagem aérea custeada pelo lobista investigado. O deslocamento passou a integrar o conjunto de informações analisadas pela Polícia Federal.

Mensagens obtidas pela PF também indicam que, em outubro de 2024, o operador orientou um funcionário a realizar uma entrega no endereço de Lulinha. Na mensagem, o lobista forneceu o local e pediu que a entrega fosse feita em nome de Renata Moreira, esposa de Fábio Luís. O conteúdo foi revelado em coluna jornalística e agora integra o inquérito.

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