IBGE revela que 7,1% dos estudantes potiguares já sofreram algum tipo de violência sexual
Parentes são os principais autores de violência sexual contra jovens no Rio Grande do Norte. As informações constam na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2024, divuldada nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estudo ouviu adolescentes de 13 a 17 anos sobre diversos temas do cotidiano.
Segundo o levantamento, pelo menos 7,1% dos estudantes potiguares já sofreram violência sexual. Esses jovens foram ameaçados, intimidados ou obrigados a ter relações contra a vontade. A pesquisa aponta que 59,8% das vítimas tinham menos de 13 anos na época do abuso.
Os participantes identificaram os autores dos crimes durante a coleta de dados. A categoria que engloba “outros familiares”, como tios, avós e primos, que lidera os registros no estado com 29,7% das respostas. Esse cenário regional acompanha a tendência nacional de 26,6%. Pessoas desconhecidas ocupam a segunda posição com 24,5% dos relatos.
Outros conhecidos respondem por 17,7% dos casos de violência. Parceiros amorosos, como namorados e ficantes, somam 16,3%. Os amigos representam 14% das ocorrências registradas. Pais e madrastas ou padrastos concentram 7,6% dos episódios de abuso.
O estudo abordou também o toque e a exposição indesejada de partes do corpo. Cerca de 16,6% dos escolares potiguares passaram por essa situação. A proporção atinge 23,6% entre as mulheres e 9,7% entre os homens. Conhecidos e familiares lideram novamente a autoria dessas abordagens.
Agressões físicas
As agressões físicas cometidas pelos próprios pais são igualmente frequentes no estado. Aproximadamente 17,6% dos estudantes apanharam dos responsáveis nos doze meses anteriores à pesquisa. A violência física praticada por terceiros atinge uma parcela menor de 11%. Os amigos e outros parentes são os principais agressores nesse segundo grupo.
As meninas relataram mais episódios de violência física familiar. Elas representam 19,1% das vítimas, enquanto os meninos somam 16,1%. Os alunos de escolas privadas sofrem mais agressões dos pais. O índice na rede particular é de 20,4% contra 16,9% no ensino público.
A pesquisa avaliou ainda a frequência escolar dos adolescentes potiguares. Um em cada cinco estudantes faltou às aulas sem permissão dos pais. Esse índice de 20% refere-se aos trinta dias anteriores ao estudo. A evasão atinge mais os meninos e os matriculados na rede pública de ensino.
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