Mercado internacional reage a tensão no Oriente Médio e pode impactar bombas em Natal e no interior do RN. | Foto: Freepik
A escalada militar envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã já começa a refletir no bolso do consumidor do Rio Grande do Norte. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do RN (Sindipostos-RN), a alta do petróleo no mercado internacional deve provocar reajuste nos combustíveis no estado a partir desta quarta-feira (4).
O alerta foi feito pelo presidente da entidade, Maxsuel Flor. Ele afirma que o impacto tende a ser praticamente imediato porque parte significativa do combustível comercializado no RN é importada pela refinaria Clara Camarão, o que deixa o mercado local sensível às oscilações externas.
Após os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, o preço do barril disparou. Na segunda-feira (2), o Brent, referência global negociada em Londres, era vendido perto de US$ 79, com alta aproximada de 7,6%. Já o WTI, negociado em Nova York, superava os US$ 71, avanço de cerca de 6%.
No Brasil, ações da Petrobras também reagiram ao cenário externo e registraram valorização na B3, acompanhando o movimento internacional.
De acordo com o Sindipostos-RN, a refinaria costuma revisar seus preços às quartas-feiras. Com a disparada do petróleo, a expectativa é de repasse ao consumidor potiguar já no próximo ciclo de reajuste.
A preocupação maior recai sobre o diesel, combustível essencial para o transporte rodoviário. Como o Rio Grande do Norte depende majoritariamente das estradas para escoar produção e abastecer o comércio, qualquer aumento no diesel tende a pressionar toda a cadeia produtiva, afetando fretes, alimentos e serviços.
Analistas internacionais atribuem a alta principalmente ao temor de bloqueio no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa cerca de 20% da produção mundial de petróleo e gás. Qualquer interrupção no tráfego pode reduzir a oferta global e elevar os preços de forma rápida.
Sobre risco de desabastecimento no RN, o sindicato avalia que ainda é cedo para afirmar se haverá escassez, mas admite que um conflito prolongado no Oriente Médio pode agravar o cenário.
Para o consumidor de Natal e da Região Metropolitana, o efeito mais imediato deve ser sentido nas bombas, com possível aumento nos preços da gasolina e, principalmente, do diesel já nos próximos dias.
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