Convocação foi publicada no Diário Oficial da União e chama candidatos da lista de espera do CNU 2024. | Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Brasil

Concurso Governo convoca 1,8 mil candidatos do “Enem dos concursos” para vagas remanescentes

Nova chamada do Concurso Público Nacional Unificado contempla candidatos da lista de espera e representa 21% das vagas ofertadas no certame de 2024.

por: NOVO Notícias

Publicado 24 de março de 2026 às 13:15

O governo federal convocou 1.860 candidatos da lista de espera do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) para ocupar vagas remanescentes do certame realizado em 2024. A convocação foi publicada nesta terça-feira (24) no Diário Oficial da União pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).

A nova chamada corresponde a 21% do total de vagas ofertadas no concurso, que somam 8.573 oportunidades no serviço público federal. O CNU ficou conhecido como o “Enem dos concursos”, por reunir diversas seleções em uma única prova aplicada em todo o país.

Segundo o Ministério da Gestão, as vagas convocadas agora são aquelas que não foram preenchidas nas chamadas anteriores. Ficaram de fora da nova convocação os cargos que exigem curso de formação na Escola Nacional de Administração Pública (Enap), além das vagas de agências reguladoras, que possuem cronogramas próprios de seleção.

A primeira edição do Concurso Público Nacional Unificado registrou mais de 2,1 milhões de inscritos confirmados, tornando-se um dos maiores concursos públicos já realizados no Brasil. Apesar da alta procura, o índice de abstenção foi elevado: 54,12% dos candidatos faltaram às provas. No total, 970.037 pessoas compareceram para realizar as provas objetivas e discursivas em agosto de 2024.

Abrangência

As vagas remanescentes do chamado Enem dos Concursos abrangem 131 cargos diferentes em diversos órgãos federais. Entre as atividades estão gestão pública, ao planejamento governamental, às políticas agrárias, à produção de dados e ao desenvolvimento científico e tecnológico.

Os cargos com os maiores volumes de vagas nesta rodada são:

  •  analista técnico-administrativo, com 399 vagas (21% do total de convocações);
  • analista em reforma e desenvolvimento agrário, com 201 vagas (11% do total);
  • analista de planejamento, gestão e infraestrutura em informações geográficas e estatísticas, com 128 vagas;
  • tecnologista em informações geográficas e estatísticas, 112 vagas.

Na área de ciência, tecnologia e inovação, os cargos são:

  • analista em ciência e tecnologia, com 101 vagas;
  • tecnologista, com 64 vagas;
  • pesquisador-tecnologista em informações e avaliações educacionais, com 14 vagas.
  • Já no eixo de políticas voltadas ao campo e segurança sanitária, destacam-se:
  • engenheiro agrônomo, com 59 vagas;
  • agente de inspeção sanitária e industrial de produtos de origem animal, com 56 vagas;
  • agente de atividades agropecuárias, com 53 vagas;
  • auditor-fiscal federal agropecuário, com 53 vagas.

As políticas voltadas aos povos indígenas e à atuação na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) contam com:

  • especialista em indigenismo, com 141 vagas;
  • técnico em indigenismo, com 74 vagas.

Órgãos com mais vagas

Confira a divisão de vagas por órgão com mais vagas remanescentes:

  • Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – 333 vagas;
  • Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – 312 vagas;
  • Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) – 215 vagas;
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) – 211 vagas;
  • Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) – 200 vagas;
  • Advocacia-Geral da União (AGU) – 184 vagas.

Diversidade e ações afirmativas

O governo diz ter mantido a política de ações afirmativas nesta chamada de ocupação das vagas remanescentes:

  • 74% ampla concorrência (1.390 vagas);
  • 18% pessoas negras (329 vagas);
  • 7% pessoas com deficiência (122 vagas);
  • 2% pessoas indígenas (29 vagas).

Em nota, o Ministério da Gestão informa que as políticas de inclusão e ações afirmativas adotadas nos concursos públicos federais promovem um serviço público mais inclusivo e diverso, “garantindo oportunidades de ingresso para diferentes grupos da população e fortalecendo a representatividade no quadro de seus servidores.”

Tags