A governadora Fátima Bezerra reforçou nesta terça-feira (3), em Brasília, a candidatura do Rio Grande do Norte para sediar o supercomputador do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). Durante audiência no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o governo estadual entregou documentação técnica e carta de endosso assinada por instituições científicas e entidades produtivas.
A reunião teve como objetivo reforçar a proposta apresentada inicialmente em 30 de dezembro de 2025. Segundo a governadora, a documentação comprova que o Rio Grande do Norte tem a melhor proposta até o momento, com destaque para o menor custo de operação do supercomputador, que será voltado ao processamento de alto desempenho e execução de pesquisas voltadas para a área de inteligência artificial.
O local escolhido para a instalação é o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba. O espaço reúne condições de infraestrutura, logística, conectividade e possibilidade de expansão alinhadas às necessidades do projeto.
Fátima Bezerra destacou ainda que o Rio Grande do Norte é líder absoluto em energia renovável no Brasil, com 98% a 99% de sua matriz elétrica proveniente de fontes limpas, principalmente eólica e solar. “Essa característica reduz custos operacionais e reforça o compromisso com a transição energética e a sustentabilidade ambiental — elementos centrais para consolidar um ecossistema nacional de inteligência artificial robusto e alinhado às melhores práticas internacionais”, afirmou.
O secretário interino de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, apontou outro diferencial da candidatura potiguar: o apoio de instituições com atuação consolidada em ciência e tecnologia e das entidades representativas do setor produtivo. “A carta de endosso reúne apoio da UFRN, Uern, Ufersa, IFRN, Instituto Santos Dumont, PAX, Fiern, Fecomércio e Sebrae”, listou.
Segundo Fonseca, a instalação do supercomputador no estado potencializará a competitividade das empresas locais e ampliará a inserção do Nordeste nas cadeias nacionais e globais de tecnologia. “A escolha do Rio Grande do Norte representa não apenas uma decisão técnica adequada, mas também uma estratégia de desenvolvimento regional alinhada ao fortalecimento do Sistema Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, promovendo equilíbrio territorial e expansão das capacidades tecnológicas brasileiras”, concluiu.
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