Levantamento do Procon Natal mostra preços acima da média em quase todos os postos, enquanto sindicatos alertam sobre impactos do conflito no Oriente Médio. | Foto: Kleber Teixeira/InterTV
O governo federal solicitou uma investigação sobre o aumento recente nos preços dos combustíveis no RN, em outros três estados e no Distrito Federal. A Secretaria Nacional do Consumidor, ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, encaminhou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para analisar possíveis reajustes abusivos nas distribuidoras.
O pedido foi motivado por alertas de sindicatos do setor, como Sindipostos-RN, Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Minaspetro (MG) e Sulpetro (RS), que apontaram elevação nos preços de venda aos postos. Segundo as entidades, a alta estaria relacionada à valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo conflito iniciado no Oriente Médio em fevereiro de 2026.
O Sindipostos-RN publicou nas redes sociais que o cenário externo “acende um sinal de atenção para o setor de combustíveis no Brasil”, reforçando a preocupação com impactos no bolso do consumidor potiguar. Apesar disso, a Petrobras ainda não anunciou reajustes em suas refinarias.
Em Natal, pesquisa recente do Procon apontou aumento nos preços de todos os combustíveis. A gasolina chegou a R$ 7,19 em alguns postos da capital, enquanto o etanol e o diesel também apresentaram altas expressivas.
O levantamento identificou que a maior parte dos estabelecimentos pesquisados comercializa combustíveis acima da média: 77% para etanol, 87% para gasolina comum e 82% para diesel comum. Esses números refletem diretamente no custo de vida e no orçamento das famílias potiguares.
Especialistas alertam que, caso o conflito internacional continue afetando o preço do petróleo, novos reajustes podem ocorrer nos próximos meses, pressionando ainda mais motoristas e transportadores da Região Metropolitana de Natal.
O Cade deve analisar o ofício e verificar se há indícios de aumento indevido por parte das distribuidoras, garantindo que os consumidores não sejam prejudicados de forma injusta. A atenção agora se volta para possíveis medidas regulatórias e fiscalizações no mercado local.
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