Bomba de combustível em posto de gasolina | Foto: Reprodução
Redução foi registrada na refinaria de Guamaré, mas repasse ao consumidor final ainda não ocorreu; revendedores relatam dificuldade de compra e alta no custo de aquisição
Publicado 21 de junho de 2026 às 08:31
A redução no preço da gasolina A e do diesel S500 na Refinaria Clara Camarão, em Guamaré, ainda não chegou às bombas do RN. Apesar do recuo registrado na unidade nesta semana, motoristas seguem sem perceber qualquer alívio no valor final pago nos postos.
Dados públicos da própria refinaria mostram que o litro da gasolina A caiu de R$ 3,9964 para R$ 3,8164 entre os dias 11 e 18 de junho, uma redução de R$ 0,18. No mesmo período, o diesel S500 passou de R$ 4,7335 para R$ 4,4835, queda de R$ 0,25.
Mesmo com a diminuição na origem, revendedores relatam que o impacto não chegou ao consumidor final. Segundo o setor, o principal entrave estaria na cadeia de distribuição, que tem limitado a disponibilidade do produto em diferentes regiões.
Relatos de agentes do mercado apontam restrição na quantidade de combustível disponível para compra junto às distribuidoras, além de aumento no custo de aquisição. A situação é registrada em estados como Rio Grande do Norte, Minas Gerais, Goiás, Alagoas e Pernambuco.
Sem caracterizar desabastecimento, o cenário descrito pelo setor pressiona a formação de preços nos postos, já que o repasse ao consumidor depende diretamente do valor praticado na compra junto às distribuidoras.
A diferença entre o preço na refinaria e o valor final pago pelo motorista também é explicada pela cadeia de formação de preços dos combustíveis. Além do refino, entram na composição custos de logística, tributos federais e estaduais e margens de revenda.
Quando há restrição de oferta ou aumento no custo de aquisição, o repasse imediato de reduções registradas na origem pode ser retardado ou parcialmente absorvido ao longo da cadeia.
Nos últimos meses, o governo federal tem ampliado mecanismos de transparência sobre a formação de preços no setor, com exigência de envio periódico de dados por distribuidoras à Agência Nacional do Petróleo (ANP), para monitoramento de eventuais distorções no mercado.
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