Resultados registrados nos primeiros quatro meses de 2026 demonstram a continuidade desse trabalho. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Dados da Auditoria Fiscal do Trabalho mostram que 76,9% das vítimas de 2026 estavam submetidas às piores formas de exploração, como atividades de alto risco à saúde
Publicado 12 de junho de 2026 às 23:21
O Rio Grande do Norte registrou o afastamento de 42 crianças e adolescentes de situações de trabalho infantil durante o ano de 2025. O balanço, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) neste Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil, é resultado de 124 ações fiscais realizadas por auditores-fiscais em diversos municípios potiguares.
No cenário nacional, os números atingiram o melhor resultado da última década no enfrentamento dessa violação. Ao todo, 4.318 menores foram retirados de atividades exploratórias em 10.234 operações em todo o país no ano passado. Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul lideraram o ranking de afastamentos.
A tendência de intensificação do combate permanece em 2026. Entre janeiro e abril deste ano, a fiscalização já promoveu o afastamento de 1.108 crianças e adolescentes em 2.901 ações fiscais no Brasil. Um dado técnico preocupante é que 76,99% dessas vítimas estavam submetidas às “piores formas de trabalho infantil”, que envolvem riscos severos à integridade física, moral e psicológica.
As irregularidades concentram-se majoritariamente no comércio varejista, serviços ambulantes de alimentação, oficinas mecânicas, restaurantes e supermercados. Segundo Roberto Padilha Guimarães, coordenador de Erradicação e Fiscalização do MTE, o trabalho integra uma rede de proteção social que envolve conselhos tutelares para garantir que os menores resgatados sejam inseridos em políticas de educação e saúde.
A Auditoria Fiscal do Trabalho ressalta que o objetivo das operações é romper o ciclo de vulnerabilidade econômica das famílias. Os resultados refletem um aprimoramento no planejamento estratégico dos estados para identificar e interromper precocemente a exploração laboral. O MTE disponibilizou os dados detalhados por unidade da federação em seu portal oficial para consulta pública.
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