Governo do Brasil detalhou novos mecanismos para ampliar investimentos privados no setor ferroviário. - Foto: Luiz Siqueira/MT
Com 241 quilômetros, a ligação potiguar aparece no pacote federal voltado à revitalização de trechos ferroviários ociosos, subutilizados, antieconômicos ou com potencial de reativação
Publicado 15 de junho de 2026 às 19:01
O trecho ferroviário Natal–Macau, no Rio Grande do Norte, entrou na carteira de Ferrovias Inteligentes apresentada pelo Ministério dos Transportes a investidores na B3, em São Paulo, na última quinta-feira (11).
Com 241 quilômetros, a ligação potiguar aparece no pacote federal voltado à revitalização de trechos ferroviários ociosos, subutilizados, antieconômicos ou com potencial de reativação.
A inclusão do trecho do RN ocorre dentro de uma vitrine mais ampla para o Nordeste. A região aparece na carteira ferroviária com três projetos de trens regionais de passageiros, na Bahia, no Ceará e no Maranhão, além de dois trechos enquadrados como Ferrovias Inteligentes, envolvendo Bahia, Sergipe e Rio Grande do Norte.
O objetivo do modelo é atrair interessados privados para revitalizar trechos ferroviários com regras de autorização, critérios técnicos, econômicos e ambientais, além de possibilidade de uso de recursos governamentais nos processos de chamamento público.
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O plano prevê o leilão de 17 terminais logísticos de cargas ao longo da Ferrovia Norte-Sul (FNS), além de investimentos estimados em R$ 160 bilhões e linhas de financiamento com prazo de até 40 anos para novos empreendimentos. As medidas foram anunciadas durante evento realizado na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.
A agenda ferroviária apresentada pelo Ministério prevê a consolidação de uma rede logística integrada, conectando ferrovias, rodovias, hidrovias, portos e terminais de cargas. O programa contempla oito projetos ferroviários estratégicos: Ferrogrão, Malha Oeste, Anel Ferroviário do Sudeste (EF-118), Corredor Minas–Rio, Corredor Fico–Fiol, Corredor Rio Grande, Corredor Mercosul e Corredor Paraná–Santa Catarina.
Juntos, os empreendimentos têm potencial para impulsionar a competitividade do país, ampliar a integração logística e movimentar cerca de R$ 600 bilhões em investimentos em todo setor ferroviário ao longo dos próximos anos.
Durante a apresentação, George Santoro afirmou que o governo pretende criar uma carteira de chamamentos públicos para testar o interesse do mercado em trechos ferroviários ociosos ou devolvidos. Segundo ele, parte desses projetos envolve corredores de carga e short lines, enquanto outra frente inclui transporte de passageiros e turismo regional.
“A gente tem cerca de 17 projetos que identificamos no estudo do BID com viabilidade do mercado aceitar. Tem outros que a gente não sabe, não tem a menor ideia, e a ideia é colocar como oferta permanente”, afirmou.
A estratégia do governo federal é testar novas formas de aproveitamento da malha ferroviária nacional, combinando transporte regional de passageiros, chamamentos públicos e participação privada em linhas que hoje não cumprem plenamente seu potencial.
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