Governadora do RN diz que parte das críticas tem motivação social e não apenas administrativa. | Foto: Fábio Duarte
A governadora Fátima Bezerra (PT) afirmou que enfrenta resistência política e social no Estado motivada por preconceitos de gênero e de origem social. Segundo ela, parte dos ataques que recebe vai além da avaliação administrativa do governo e tem relação direta com sua condição pessoal e trajetória: “Tem uma parte da elite desse Estado que não suporta ver uma mulher como eu governadora”.
Ao analisar o cenário político potiguar, Fátima citou diferentes formas de discriminação que tem sofrido. “Preconceito de classe, preconceito de gênero, preconceito de orientação sexual, preconceito de toda sorte”, afirmou, ao analisar o cenário político potiguar.
A governadora também relacionou a resistência, segundo ela, à sua história de vida. Fátima relembrou a origem no interior do Seridó, a migração para a capital e as dificuldades enfrentadas ao longo da juventude. Disse ter vivenciado a seca, a fome e períodos em que ficou sem estudar por falta de condições financeiras da família.
Para ela, esse histórico contrasta com expectativas de parte da elite política e econômica do Estado, o que contribui para o incômodo e a rejeição ao seu governo, independentemente das ações administrativas adotadas.
A governadora destacou que as divergências ideológicas e o perfil político do seu governo ajudam a explicar o grau de resistência enfrentado, reforçando que o debate, em muitos casos, extrapola o campo técnico e administrativo.
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