A disputa foi decidida nos últimos metros da Avenida Paulista, com ultrapassagem que levantou o público na chegada da São Silvestre. | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A edição centenária da Corrida Internacional de São Silvestre foi decidida nos metros finais da Avenida Paulista. Com uma arrancada precisa e forte, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong quase na linha de chegada e conquistou, neste dia 31, o título da tradicional prova realizada em São Paulo.
A vitória veio em um dos finais mais emocionantes dos últimos anos. Kamosong liderou grande parte do percurso e parecia caminhar com segurança para o primeiro lugar. No entanto, já nos instantes decisivos, Gisachew acelerou, encostou no rival e fez a ultrapassagem que garantiu o título.
O etíope cruzou a linha de chegada com o tempo de 44 minutos e 28 segundos. Kamosong terminou logo atrás, apenas quatro segundos depois, marcando 44 minutos e 32 segundos, resultado que confirmou o alto nível técnico da prova.
O Brasil também teve motivo para comemorar. Fábio de Jesus Correia foi o melhor brasileiro da corrida e garantiu lugar no pódio ao terminar na terceira colocação, com o tempo de 45 minutos e 06 segundos. O desempenho mantém o país competitivo entre os principais nomes do atletismo de rua, mesmo sem vencer a prova.
Na sequência, o queniano William Kibor ficou em quarto lugar, com 45 minutos e 28 segundos. O quinto colocado foi outro representante do Quênia, Reuben Logonsiwa Poguisho, que completou o percurso em 45 minutos e 46 segundos.
A São Silvestre segue como uma das provas mais simbólicas do atletismo mundial, reunindo atletas de elite e amadores no encerramento do ano. Apesar do pódio brasileiro, o país não vence a prova masculina desde 2010, quando Marilson Gomes dos Santos cruzou a linha de chegada em primeiro lugar.
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