Alegria, brilho e muita animação marcaram a primeira noite dos tradicionais desfiles das escolas de samba da capital, realizada nesta sexta-feira (20), na Avenida Duque de Caxias, no bairro da Ribeira. O evento encerra oficialmente a programação cultural do Carnaval de Natal de 2026.
A programação continua neste sábado (21), com os desfiles das escolas do Grupo A na Passarela do Samba, a partir das 20h30, com entrada gratuita.
A primeira noite reuniu um público de cerca de 3 mil pessoas que lotaram as arquibancadas para acompanhar as apresentações do Grupo B das escolas de samba.
Promovido pela Prefeitura do Natal, por meio da Fundação Cultural Capitania das Artes (Funcarte) e da Secretaria de Cultura do município (Secult), o desfile reforça o compromisso com a tradição carnavalesca que, desde 1930, leva folia para a avenida e encanta públicos de todas as idades.
“Esse é um evento pensado com um ano de antecedência, construído com muita responsabilidade e, principalmente, amor pela nossa cultura. Cada enredo é desenvolvido para contar histórias que exaltam nossas raízes e valorizam as tradições”, afirma Iracy Azevedo, secretária de Cultura.
A primeira escola a desfilar na avenida foi a Dragão Imperial, do grupo de acesso, que apresentou o enredo “A energia dos erês e das crianças na avenida”. Inspirado na pureza da infância e na espiritualidade das tradições afro-brasileiras, o desfile levou à avenida uma proposta lúdica e simbólica, destacando a alegria, a fé e a leveza associadas à figura dos erês.
A escola Grande Rio do Norte abriu os desfiles do Grupo B com o tema “Hoje a Grande Rio faz a festa na avenida, é Halloween, pode esperar”. O enredo brincou com a dualidade entre o terror e a diversão, explorando a fantasia como elemento de liberdade e expressão cultural. Ao longo da apresentação, o grupo mostrou que, na avenida, o Halloween vira espetáculo e se transforma em samba.
Em seguida, a escola Em Cima da Hora apresentou o enredo “No canto do Tangará, o voo de um povo ao cantar da Em Cima da Hora”, destacando a identidade e as raízes culturais do povo a partir das riquezas da terra. O desfile trouxe referências à pecuária, à culinária regional e às tradições populares, valorizando a fé, a cultura e os elementos que constroem o povo.
A escola Confiança no Samba levou à avenida o enredo “As danças do meu Nordeste, um carnaval cabra da peste”, celebrando a identidade cultural da região. O desfile destacou ritmos marcantes como frevo, maracatu e axé, além de manifestações como samba de roda, forró e xaxado, exaltando a diversidade, a alegria e a resistência do povo nordestino.
Encerrando a sexta-feira, a Imperatriz Alecrinense homenageou o flautista potiguar Carlos Zens com um desfile que celebrou sua trajetória e legado musical. O enredo destacou suas raízes nas Rocas, a valorização da cultura nordestina e a fusão entre o popular e o erudito, exaltando o artista como um símbolo da identidade cultural do Rio Grande do Norte.
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