Laís da Cunha Oliveira Galindo nega que tenha premeditado o crime e alega que o cachorro se soltou. Foto: Reprodução
Uma irmã de Laís revelou conversas entre ambas, por meio de mensagens de celular, nas quais levanta a suspeita de que a morte do idoso foi premeditada. E essa mesma irmã avisou à polícia da possibilidade dela ter matado outros homens e ocultado os cadáveres
Publicado 12 de março de 2026 às 18:30
A Polícia Civil está investigando a possibilidade de que a dona do pitbull presa pela morte de um idoso em Extremoz, Laís da Cunha Oliveira Galindo, 23 anos, teria cometido três assassinatos em Ceará-Mirim. Ela está presa temporariamente após seu cachorro, um pitbull, ter atacado e matado Francisco Paulo da Silva, de 62 anos, na sexta-feira (6).
De acordo com as informações, o local onde teriam sido enterrados os corpos será escavada para saber se as vítimas foram enterradas realmente no local. Os indícios que embasam a suspeita foram indicados por uma irmã de Laís, que mora fora do Rio Grande do Norte. Foi essa mesma pessoa que informou à Polícia que o ataque que resultou na morte do idoso teria sido motivado por racismo.
Uma irmã de Laís, que mora fora do estado, foi quem fez as denúncias à polícia. Primeiro ela revelou conversas entre ambas, por meio de mensagens de celular, nas quais levanta a suspeita de que a irmã teria premeditado a morte do idoso. E esta mesma irmã também avisou a polícia da possibilidade de Laís ter matado outros homens e ocultado os cadáveres.
A busca pelos supostas vítimas começou nesta quinta-feira (12). Devido à vegetação que já tomou conta da área, será preciso primeiro limpar todo o terreno para poder proceder a busca de maneira adequada. Esse trabalho só deverá começar semana que vem.
A prisão temporária foi solicitada após o surgimento de novos elementos que apontam que o ataque pode não ter sido um acidente, como inicialmente relatado. Inicialmente, a ocorrência havia sido comunicada às autoridades como uma morte decorrente de ataque do animal.
De acordo com a Polícia Civil, a vítima havia sido contratada pela mulher para realizar um serviço de limpeza na residência dela. Era a primeira vez que o idoso trabalhava no local e, no momento do ocorrido, apenas ele e a contratante estavam na casa.
Segundo o relato apresentado pela mulher à polícia, no dia do fato, o pitbull estaria preso em um dos quartos da residência, mas teria conseguido abrir a porta e se dirigido até a vítima, quando ocorreu o ataque.
Ela afirmou ainda que tentou prestar socorro ao homem, realizando um torniquete, além de ter acionado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e a polícia. No entanto, durante as investigações, novos elementos levantaram suspeitas sobre a versão apresentada inicialmente.
Ainda no local do ocorrido, a Polícia Civil realizou as primeiras diligências, incluindo o depoimento da mulher e a apreensão do celular dela para análise. No sábado (7), a investigação ganhou novos rumos após uma testemunha procurar a polícia e entregar fotos, áudios e capturas de tela de conversas que indicariam que a investigada teria provocado a morte da vítima.
De acordo com o material apresentado à polícia, o crime teria sido motivado por razões xenofóbicas e racistas. Além disso, os investigadores também identificaram indícios de que a mulher pode ter retardado deliberadamente o acionamento do socorro médico, o que teria contribuído para o agravamento das lesões provocadas pelo ataque do animal e, consequentemente, para a morte do idoso.
Diante da gravidade das novas informações, a autoridade policial responsável pelo caso representou à Justiça pela prisão temporária da investigada, medida considerada necessária para garantir o aprofundamento das investigações e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.
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