Governadoria do Estado | Foto: Divulgação
A disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte em 2026 deixou o campo das especulações e passou a ganhar contornos mais claros nos primeiros meses do ano. Três pré-candidaturas já estão colocadas: a do prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil); a do secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier (PT); e a do ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos). Dois deles já anunciaram os nomes que devem compor suas chapas como candidatos a vice-governador e intensificaram as articulações políticas.
A movimentação se consolidou entre janeiro e fevereiro, com eventos partidários, reuniões estratégicas e declarações públicas que ajudaram a definir o cenário pré-eleitoral no estado. No dia 21 de janeiro, a imprensa potiguar já apontava que a sucessão estadual começava a se organizar em torno desses três nomes. Desde então, o debate sobre 2026 passou a integrar oficialmente a agenda política do RN.
Allyson confirma Hermano Morais como vice
O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, oficializou sua pré-candidatura ao Governo no início de fevereiro, durante evento político com participação de lideranças estaduais e representantes partidários. Na ocasião, confirmou o ex-deputado estadual Hermano Morais (PV) como pré-candidato a vice-governador em sua chapa.

A escolha foi interpretada nos bastidores como estratégia para ampliar o campo de alianças. Hermano tem trajetória consolidada na política potiguar e diálogo com diferentes correntes partidárias, fator considerado relevante na construção de uma base mais ampla.
Antes mesmo da oficialização, levantamentos divulgados pela imprensa e pesquisas de institutos locais já apontavam Allyson entre os nomes mais citados pelo eleitorado em cenários estimulados. Desde então, o prefeito intensificou agendas institucionais e políticas tanto no interior quanto em Natal, ampliando sua presença estadual. Tudo com o aval de sua principal aliada, a senadora Zenaide Maia (PSD).
Álvaro anuncia Babá Pereira e reforça articulação municipalista
Também em fevereiro, o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, anunciou o presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Babá Pereira, como o nome que comporá sua chapa na condição de pré-candidato a vice-governador.
A indicação conta com o apoio do senador Rogério Marinho (PL) e do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), e é vista como um movimento estratégico para fortalecer a interlocução com prefeitos e lideranças municipais.

À frente da Femurn, Babá construiu relação direta com gestores de diversas regiões do estado, com atuação voltada às pautas federativas e municipalistas. Álvaro tem destacado sua experiência administrativa e a articulação com os prefeitos como diferenciais de sua pré-candidatura. Nas últimas semanas, ampliou encontros políticos fora da capital, reforçando o discurso de interiorização das políticas públicas.
Cadu Xavier mantém articulações e ainda não define vice
O PT da governadora Fátima Bezerra mantém o nome do secretário Cadu Xavier como pré-candidato ao Governo. Até a manhã desta segunda-feira (2), porém, não havia indicação ou confirmação oficial sobre quem deverá ocupar a vaga de vice na chapa. O nome da prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida (PSD), chegou a ser citado em meados de 2025. No entanto, a gestora declarou apoio a Allyson Bezerra no início de fevereiro.
À época, Cadu afirmou ter sido surpreendido pela decisão. “A gente esperava contar com Marianna no nosso palanque, mas ela é responsável pelas escolhas dela. O que nós podemos dizer é que estaremos aqui firmes, defendendo os valores que sempre defendemos”, declarou.

Após o episódio, o partido passou a dialogar com legendas que integram a base governista, buscando uma composição que amplie o palanque e preserve o alinhamento com o projeto nacional da sigla. Cadu também afirmou preferir que a vice seja uma mulher, embora ressalte que a decisão será coletiva.
Segundo ele, não abre mão de que o ou a vice seja “uma pessoa comprometida com o projeto, em quem a gente tenha confiança para caminhar junto e que também possua capital eleitoral que contribua para a eleição de 2026”. Ele acrescentou ainda que a defesa de uma mulher na composição é uma posição pessoal, ligada ao incentivo à maior participação feminina nos espaços de poder.
Diante desse cenário, as ex-deputadas estaduais Larissa Rosado (PSB) e Márcia Maia (PDT) passaram a ser citadas como possibilidades nas últimas semanas, sem definição oficial até o momento.
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