Vereadora Thabatta Pimenta celebra aprovação de projeto que combate o apagamento da população trans em Natal. | Foto: Francisco de Assis/CMNAT
Natal acaba de dar um passo decisivo para garantir que o respeito à identidade de gênero não termine com a morte. A Câmara Municipal aprovou o Projeto de Lei 251/2025, que assegura às pessoas trans e travestis o direito de usarem seus nomes sociais em lápides, jazigos e em toda a documentação de óbito.
A medida, proposta pela vereadora Thabatta Pimenta (PSOL), corrige uma dívida histórica da cidade com a população LGBTQIAPN+, impedindo que o chamado “nome de batismo” — muitas vezes causa de sofrimento em vida — seja imposto na hora do sepultamento.
A importância social da lei reside na proteção da memória. A nova regra significa que as famílias e a sociedade agora têm o dever legal de honrar a trajetória real de quem partiu. Além do nome, o texto garante que o sepultamento ocorra com as vestimentas que representam a identidade do falecido, evitando o “apagamento” que ocorre quando instituições funerárias ignoram a autoidentificação do cidadão.
“É um projeto histórico onde a gente coloca na centralidade a população trans, que é tão excluída. Nem na morte nós somos respeitadas, pois muitas vezes o nome social não está nas nossas lápides”, explicou Thabatta Pimenta.
Para a parlamentar, a lei é um escudo contra a violência simbólica que persegue essa população até nos cemitérios da capital. O projeto segue agora para a sanção do prefeito para se tornar lei definitiva.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias