Empresas de transporte do RN avisam que aumento do diesel pode reduzir rotas, afetando especialmente bairros periféricos da capital e cidades da Região Metropolitana. | Foto: Reprodução
Alta recorde do combustível pressiona empresas no RN; linhas podem ser cortadas e horários reduzidos, deixando bairros da capital e da Região Metropolitana sem circulação de ônibus
Publicado 19 de março de 2026 às 09:26
O aumento de cerca de 20% no preço do diesel, que já sofreu dois reajustes em apenas uma semana no RN pela refinaria Clara Camarão, já começa a pressionar o transporte público de passageiros no RN. Empresas do setor alertam para possíveis cortes de linhas e redução de horários, impactando diretamente moradores de Natal e da Região Metropolitana.
Segundo a Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste, o combustível representa a maior parte dos custos operacionais. Com a alta, margens ficam ainda mais apertadas, e linhas de menor rentabilidade podem ser suspensas. Quem mora em bairros periféricos, como parte da Zona Norte e Zona Sul, pode ser o mais afetado.
O presidente da federação, Eudo Laranjeiras, informou que a entidade deve procurar o Governo do RN para discutir alternativas emergenciais que evitem um colapso no transporte. Medidas sugeridas incluem subsídios, ajustes tarifários e apoio financeiro às empresas.
O aumento do diesel acompanha uma tendência nacional, influenciada pela alta do petróleo no mercado internacional, variação do câmbio e política de preços da Petrobras. Apesar das tentativas do governo federal de conter os impactos, o preço continua pressionando o dia a dia das empresas.
Operadores já admitem revisar rotas, reduzir a frequência de viagens e priorizar linhas mais lucrativas. A medida pode deixar menos ônibus circulando e dificultar a vida de quem depende diariamente do transporte público em Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e cidades próximas.
O setor alerta que, sem intervenção rápida, a população enfrentará redução de oferta e aumento de tarifas. O cenário reforça a necessidade de soluções imediatas para garantir a mobilidade urbana no RN.
Para a universitária Marília Gomes, que depende do transporte urbano para se deslocar diariamente de para a faculdade e o estágio, uma possível redução de horário pode ser desastrosa. “Um transtorno inimaginável”, classificou.
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