Foto: Reprodução

A audiência de instrução do policial militar reformado Wendel Fagner Cortez de Almeida, conhecido como Wendel Lagartixa, acontece quinta-feira (11), no Fórum João Mangabeira, em Vitória da Conquista (BA). Ele responde a processos por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e fraude processual.

Detido desde o dia 10 de maio, Wendel está alocado na Custódia Provisória da Polícia Militar em Salvador (BA). Ele foi preso após a Polícia Rodoviária Federal (PRF) encontrar uma arma sem registro no veículo em que viajava.

Na audiência de instrução, o juiz vai ouvir o policial reformado, testemunhas de acusação e defesa. Durante a abordagem que terminou com a prisão, Wendel Lagartixa mencionou a presença de arma no interior do carro, encontrada no banco traseiro, sob uma bolsa. Após busca, constatou-se que a arma de fogo encontrada estava irregular, sendo uma pistola calibre 40. Os advogados de defesa levantam a tese de que a arma apreendida não estava em posse do policial reformado.

No decorrer da abordagem, Wendel admitiu inicialmente a posse da arma, porém, ao ser informado de que o caso seria apresentado ao delegado, passou a afirmar que a arma pertencia ao seu irmão, motorista do veículo, contando com o apoio dos demais ocupantes para corroborar sua versão.

Com as contradições dos ocupantes do veículo, autoridade policial concluiu que Wendel estava portando a arma, manipulando a situação para atribuir a posse ao seu irmão, o que resultou na ratificação da prisão.

No entanto, Wendel contesta a versão policial, alegando que a arma pertencia ao seu irmão e não a ele. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o policial militar reformado se queixou da abordagem policial e menciona possíveis perseguições políticas vindas do Rio Grande do Norte. Apesar de ter inicialmente afirmado que a arma era sua, Wendel teria mudado sua versão ao receber a informação de que o fato seria comunicado ao delegado de plantão.

O Ministério Público da Bahia (MPBA) defende a manutenção da prisão. O órgão, em maio, recebeu do Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, em articulação com o GAECO/BA, informações sobre os antecedentes de Wendel Lagartixa.

O relatório potiguar aponta que o policial preso também é investigado por estar “envolvido com atividades de grupo de extermínio, bem como possuindo condenação definitiva, respondendo a processos por homicídios”.

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