Foto: Reprodução
Segundo a Associação Brasileira do Planejamento Financeiro, embora o planejamento tributário seja construído ao longo de todo o ano, ajustes feitos antes do fechamento do ano-calendário podem ajudar a reduzir o imposto a pagar ou aumentar a restituição no próximo ciclo de declaração
Publicado 31 de dezembro de 2025 às 11:00
Com o encerramento do ano se aproximando, algumas decisões tomadas nas últimas semanas de dezembro ainda podem ter impacto direto no Imposto de Renda de 2026. Segundo a Planejar (Associação Brasileira do Planejamento Financeiro), embora o planejamento tributário seja construído ao longo de todo o ano, ajustes feitos antes do fechamento do ano-calendário podem ajudar a reduzir o imposto a pagar ou aumentar a restituição no próximo ciclo de declaração.
“O Imposto de Renda é reflexo das escolhas feitas ao longo do ano, não apenas do preenchimento da declaração”, explica Nayra Sombra, planejadora financeira CFP® pela Planejar. “Por isso, algumas decisões tomadas agora ainda produzem efeito relevante, especialmente aquelas que dependem do encerramento do ano-calendário.”
A especialista destaca duas medidas que fazem sentido serem avaliadas especificamente neste período:
Aportes em previdência como estratégia tributária
Para contribuintes que utilizam o modelo completo da declaração e contribuem para o INSS ou regime próprio, o Plano Gerador de Benefício Livre (PGBL) segue sendo uma boa alternativa de planejamento tributário. “É possível deduzir até 12% da renda bruta tributável anual, desde que o aporte seja feito até 30 de dezembro”, explica Nayra.
Segundo ela, o PGBL deve ser entendido não apenas como investimento, mas como instrumento de diferimento de imposto. “Parte do imposto que seria recolhido agora permanece investida em favor do próprio contribuinte, o que pode gerar ganho financeiro ao longo do tempo.”
A planejadora ressalta ainda que, para quem pensa no médio e longo prazo, a escolha da tabela de tributação adequada, como a regressiva, também faz diferença, já que as alíquotas diminuem conforme o tempo de permanência dos recursos.
Revisão de dependentes e investimentos antes do fechamento do ano
Outro ponto relevante é revisar a estratégia relacionada a dependentes e investimentos. “A forma como dependentes são incluídos, assim como a organização de ganhos, perdas e compensações em investimentos, pode alterar significativamente o imposto a pagar ou a restituir”, afirma.
Embora a apuração final aconteça no momento da declaração, Nayra ressalta que ajustes feitos até o fim do ano ajudam a evitar surpresas, inconsistências e até multas no futuro.
Para a planejadora financeira da Planejar, o recado é direto: “Planejamento tributário é organização, estratégia e uso consciente e totalmente legal das regras existentes.” Segundo ela, o fim do ano não é o momento de grandes reestruturações, mas de ajustes pontuais e conscientes. “Mesmo pequenas decisões tomadas agora podem representar menos imposto em 2026 e mais tranquilidade financeira.”
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