Embate entre Daniell Rendall e Brisa Bracchi ganha novo capítulo judicial na Câmara de Natal. | Foto: Francisco de Assis/CMNAT

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Impasse Decisão judicial suspende desfecho do caso Brisa Bracchi e relator reage: “é muito contraditório”

Decisão obriga Câmara de Natal a reabrir fase de depoimentos; relator Daniell Rendall acusa vereadora de tentar estourar prazo legal

por: NOVO Notícias

Publicado 27 de fevereiro de 2026 às 15:26

O clima esquentou na Câmara Municipal de Natal após o relator do processo de cassação contra Brisa Bracchi (PT), vereador Daniell Rendall (Republicanos), classificar como “má-fé” a mais recente vitória judicial da parlamentar. A decisão da desembargadora Martha Danyelle, que ordena a reabertura da fase de depoimentos, foi recebida pelo parlamentar como uma estratégia contraditória para paralisar o julgamento e forçar a perda dos prazos legais.

Para o relator, a alegação de Brisa — de que não foi ouvida pessoalmente — é incoerente com o que a defesa apresentou até agora. Daniell afirma que os advogados da petista escolheram utilizar “provas emprestadas” de um processo anterior, dispensando novas oitivas no início do rito. O vereador não poupou palavras: para ele, a mudança de postura a poucos dias do fim do prazo é um artifício para evitar o veredito final.

O impacto dessa reação ecoa nos corredores do Legislativo potiguar, pois coloca em dúvida a lisura do processo de defesa. Se a fase de instrução for estendida demais, o processo de cassação — que investiga o uso de emendas no evento “Rolé Vermelho” — corre o risco real de ser arquivado por decurso de prazo, repetindo o desfecho de investigações passadas.

Daniell defende que a defesa teve todas as oportunidades para arrolar a vereadora, mas preferiu o silêncio estratégico. “Quem decide com relação às oitivas é a defesa. Ela não quis ser arrolada novamente porque já tinha falado”, disparou o relator, reforçando que a aceitação das provas anteriores foi um pedido da própria equipe jurídica de Brisa.

A decisão judicial obriga a presidente da Comissão, Samanda Alves (PT), a recuar e marcar uma nova audiência. O movimento ocorre num momento crítico, logo após a maioria da comissão sinalizar um voto contrário ao parecer de Rendall, que pedia a perda do mandato da parlamentar.

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