Rombo reduzido
Muito tem se falado e se criticado sobre um “rombo” orçamentário no RN na gestão Fátima Bezerra. E pouco se diz sobre a distorção (proposital?) que essa afirmação apresenta. Utilizando Inteligência Artificial e dados sobre o problema apresentados pelo Governo e pelo jornalista Bruno Barreto, a coluna fez o levantamento que expõe a contradição de muitos discursos por aí: A gestão Fátima Bezerra pegou uma dívida em 2018 que ocupava 36,77% do orçamento e deixou esse valor em 19% do orçamento em 2025. Isso mesmo. É aí onde mora a desinformação manipulada. A gestão da petista, na verdade, reduziu (!) bastante o comprometimento dos recursos do Estado.
Rombos aumentados
Para ficar bem demonstrado, vamos aos números das maiores cidades do RN: Natal e Mossoró. Em Natal, por exemplo, a gestão Álvaro Dias pegou uma dívida que representava 18,61% do orçamento municipal e deixou o cargo, em 2024, com 22,64% do orçamento comprometido. A gestão de Álvaro, pré-candidato ao Governo, aumentou o rombo em Natal. Mas a pior situação é da gestão Allyson Bezerra em Mossoró. Quando ele assumiu a Prefeitura, em 2021, o orçamento tinha 33,86% de comprometimento e em 2025 esse percentual já estava em 44,15%.
Situação 1
Agora, vamos ao que esses números representam em termos de impacto no orçamento, a métrica mais importante para a saúde financeira, pois indica quanto do que o governo arrecada está “comprometido” com a dívida. No Governo do RN, apesar da dívida ter subido em valor, ela caiu drasticamente em relação ao orçamento (de 36,77% para 19%). Isso sugere que a arrecadação/orçamento do estado cresceu muito mais rápido que a dívida no período.
Situação 2
Já Natal teve um crescimento moderado na pressão sobre o orçamento, subindo cerca de 4 pontos percentuais. E Mossoró apresenta o cenário mais crítico proporcionalmente, com a dívida saltando de 33,86% para 44,15% do orçamento em apenas 4 anos.
De olho no futuro
A deputada federal Natália Bonavides está mirando muito além de mais uma vaga de deputada federal nas eleições deste ano. Ela confirmou à coluna, nos bastidores da solenidade de leitura da Mensagem Anual pela governadora Fátima Bezerra na Assembleia Legislativa, que pretende, sim, se candidatar à Prefeitura de Natal em 2028. É por isso que Natália não larga as pautas locais.
Coisas estranhas
Duas coisas muito estranhas andam rondando Natal. A primeira foi a negativa da Fundação Capitania das Artes (Funcarte) de apresentar todas as emendas destinadas pelos vereadores natalenses para a instituição entre 2024 e 2025. A requisição dos documentos foi feita pela defesa da vereadora Brisa Bracchi, na tentativa de apresentar transparência e lisura nas discussões sobre a destinação de emendas impositivas. O pedido havia sido acatado por unanimidade pela Comissão Especial que trata do segundo pedido de cassação do mandato da líder da oposição na Câmara Municipal de Natal. O que se quer esconder?
Pior
A segunda coisa estranha foi a lentidão fora do normal na tramitação da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) na qual o Ministério Público Eleitoral (MPE) pede a cassação do mandato Paulinho Freire/Joanna Guerra e a inelegibilidade deles, de Álvaro Dias, que hoje é pré-candidato ao Governo do RN, e de dois vereadores aliados, por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024. Foram 4 meses de estagnação, entre o último ato do processo principal, que foi a decisão de que tinha que esperar os recursos que questionavam a licitude das provas obtidas pelo GAECO – e o TRE decidiu que as provas valem – até hoje, quando, durante a solenidade de leitura da Mensagem Anual do prefeito Paulinho Freire, na Câmara Municipal de Natal, os acusados foram notificados pela Justiça Eleitoral.
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