Foto: Mossoró Urgente

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Crime Criminosos violam sepultura e ateiam fogo em corpo de jovem enterrado um dia antes no RN

Caso inédito no Rio Grande do Norte é investigado como vilipêndio de cadáver; vítima havia morrido após confronto com a Polícia Militar em Mossoró

por: NOVO Notícias

Publicado 11 de março de 2026 às 08:07

Criminosos invadiram o cemitério da comunidade de Casqueira, na zona rural de Areia Branca, na região da Costa Branca do Rio Grande do Norte, e violaram uma sepultura durante a madrugada desta terça-feira (10). O alvo foi o corpo de um jovem de 21 anos que havia sido enterrado no local apenas um dia antes.

De acordo com as informações iniciais, os suspeitos abriram a cova, retiraram a tampa do caixão e atearam fogo no cadáver de José Maciel da Silva Dantas. O crime só foi percebido nas primeiras horas da manhã por moradores da comunidade.

José Maciel havia sido sepultado na segunda-feira (9), após ter morrido no domingo (8), durante um confronto com policiais militares na cidade de Mossoró. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Regional Tarcísio Maia, mas não resistiu aos ferimentos.

Antes do sepultamento, o corpo passou por exames no Instituto Técnico-Científico de Perícia do Rio Grande do Norte (Itep) e foi liberado para a família realizar o funeral.

Corpo apresentava sinais de queimadura

Segundo a Polícia Científica, os criminosos abriram a sepultura, colocaram um pano sobre o corpo e iniciaram um incêndio. Apesar da tentativa de destruição, o cadáver não foi retirado do local.

A perícia identificou apenas sinais leves de chamuscamento, indicando que o fogo não chegou a consumir totalmente o corpo.

Caso é investigado como vilipêndio de cadáver

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte abriu investigação e trata o caso como vilipêndio de cadáver, crime previsto no Código Penal Brasileiro. A infração ocorre quando há desrespeito ou profanação de um corpo humano e pode resultar em pena de até três anos de prisão, além de multa.

Até o momento, a motivação do crime ainda é desconhecida e não há suspeitos identificados.

De acordo com a Polícia Científica, este é o primeiro registro de um caso desse tipo no Rio Grande do Norte.

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