A recomendação é que os fiéis não realizem qualquer tipo de transferência sem confirmação direta com a instituição oficial. | Foto: Arte/NOVO Notícias
Criminosos estão se passando por arcebispos da Igreja Católica para aplicar golpes e solicitar transferências via Pix a fiéis, principalmente por aplicativos de mensagem como o WhatsApp. Os casos já levaram arquidioceses de diferentes estados a emitir alertas públicos urgentes e registrar ocorrências policiais diante da fraude.
De acordo com informações do Estadão, os golpistas utilizam perfis falsos de religiosos conhecidos e entram em contato direto com fiéis, simulando situações de urgência para solicitar dinheiro. Entre os nomes usados estão arcebispos como Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, Gregório Ben Lâmed Paixão e Carlos Alberto Breis Pereira, segundo as informações já apuradas.
As mensagens costumam envolver pedidos de ajuda financeira para supostas despesas urgentes, eventos ou campanhas sociais, sempre com solicitação de transferência via Pix. Em nota, arquidioceses envolvidas reforçaram que não realizam pedidos de doações por aplicativos de mensagem. A Arquidiocese de Maceió classificou a situação como “urgente” e alertou que nem o arcebispo nem a Cúria solicitam valores por canais informais.
Já a Arquidiocese de Fortaleza chamou a prática de fraude, enquanto a Arquidiocese de Olinda e Recife orientou os fiéis a ignorarem qualquer abordagem desse tipo e buscarem apenas canais oficiais de comunicação. Os casos também foram repercutidos em veículos ligados ao Vaticano, como o Vatican News, e já há registros de boletins de ocorrência sendo feitos por instituições religiosas.
📲 Receba as notícias do NOVO Notícias no seu WhatsApp: https://chat.whatsapp.com/IYAIC37yjtN1fJOMFNNkFR
Segundo especialistas e orientações divulgadas pelas instituições, o esquema segue um padrão recorrente:
A recomendação é que os fiéis não realizem qualquer tipo de transferência sem confirmação direta com a instituição oficial.
Especialistas em direito digital reforçam que, em casos de golpes envolvendo Pix, a vítima deve acionar imediatamente o banco para tentativa de bloqueio dos valores por meio do Mecanismo Especial de Devolução, do Banco Central. No entanto, a devolução depende da existência de saldo na conta do destinatário. Em muitos casos, o dinheiro já foi movimentado, o que dificulta o ressarcimento.
Receba notícias em primeira mão pelo Whatsapp
Assine nosso canal no Telegram
Siga o NOVO no Instagram
Siga o NOVO no Twitter
Acompanhe o NOVO no Facebook
Acompanhe o NOVO Notícias no Google Notícias