Novo ano começa com valorização recorde na construção potiguar; mão de obra é o principal fator da alta. | Foto: Reprodução

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Economia Construção no RN dispara e aumenta custo do metro quadrado para R$ 1.779

Custo do metro quadrado sobe 1,74% em janeiro e bate R$ 1.779,98, pressionado pelo aumento da mão de obra após reajuste do salário mínimo

por: NOVO Notícias

Publicado 10 de fevereiro de 2026 às 11:21

O setor da construção civil do RN começou 2026 com uma alta expressiva: o custo médio do metro quadrado subiu 1,74% em janeiro, atingindo R$ 1.779,98. Esse é o maior crescimento para um mês de janeiro desde 2021, quando o índice havia registrado 2,64%, de acordo com os dados do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (10).

Isso o aumento representa R$ 30,46 a mais no custo do metro quadrado em relação a dezembro de 2025, quando estava em R$ 1.749,52. No acumulado de 12 meses, a variação chegou a 4,99%.

O avanço do custo da construção foi impulsionado principalmente pela elevação nos gastos com mão de obra. Em janeiro, o valor médio da mão de obra chegou a R$ 718,66, frente a R$ 696,73 em dezembro de 2025. Já os materiais tiveram custo médio de R$ 1.061,32 por metro quadrado.

O gerente da Sinapi, Augusto Oliveira, explicou que o reajuste está ligado ao novo salário mínimo nacional: “A alta na mão de obra decorre do reajuste do salário-mínimo nacional em 2026. Em especial para serventes de obra, categoria que teve aumento em 11 das 27 unidades da federação”.

Além do RN, outros estados que também ajustaram a mão de obra foram Pará, Amapá, Tocantins, Ceará, Alagoas, Sergipe, Bahia, Mato Grosso do Sul e Goiás.

Resultado supera o registrado em janeiro de 2025

O resultado de janeiro supera o registrado no mesmo período do ano passado, quando o índice de aumento do metro quadrado havia sido de apenas 0,63%. Para todo o ano de 2025, o custo total do metro quadrado subiu R$ 53,96 no estado.

A tendência de valorização no setor é acompanhada de perto por construtoras, incorporadoras e consumidores, já que impacta diretamente no orçamento de obras residenciais e comerciais no Rio Grande do Norte.

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