Informações obtidas pela CIA teriam sido decisivas para identificar os deslocamentos e os hábitos de Nicolás Maduro, segundo fontes da CNN. Foto: Reprodução
A CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, infiltrou secretamente uma equipe na Venezuela para monitorar a rotina, os deslocamentos e os locais frequentados pelo presidente Nicolás Maduro, segundo informações exclusivas divulgadas pela CNN neste domingo (3). A operação teria sido determinante para o sucesso da ação que levou à captura do líder venezuelano.
De acordo com fontes ouvidas pela emissora norte-americana, a equipe foi instalada no país de forma discreta e atuava há meses reunindo dados sobre os hábitos de Maduro, incluindo onde ele dormia e como se deslocava. As informações permitiram aos EUA identificar com precisão o paradeiro do presidente venezuelano no momento da ofensiva.
Ainda segundo a CNN, um dos integrantes da operação era um informante infiltrado dentro do próprio regime venezuelano. Esse agente teria auxiliado diretamente no rastreamento da localização e dos movimentos de Maduro nos dias que antecederam a captura.
“A CIA inseriu secretamente uma pequena equipe na Venezuela durante o verão, que conseguiu fornecer informações detalhadas sobre a rotina de Maduro, o que possibilitou sua captura com tanta facilidade quando chegou a hora”, afirmou uma das fontes citadas pela reportagem.
A operação foi acompanhada de perto por integrantes do alto escalão do governo dos Estados Unidos. Segundo a CNN, participaram das discussões o vice-chefe de gabinete Stephen Miller, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o diretor da CIA, John Ratcliffe.
Esses dirigentes teriam passado meses analisando cenários e ajustando detalhes das ações dentro e fora da Venezuela. As reuniões e ligações eram frequentes — em alguns momentos, diárias — e o presidente Donald Trump era mantido informado sobre o andamento da operação.
Em outubro, Trump declarou publicamente que havia autorizado a CIA a atuar dentro da Venezuela, com o objetivo de combater o fluxo ilegal de migrantes e drogas vindos do país sul-americano. A revelação reforça o contexto da ação descrita agora pela CNN.
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