"Casos que chocaram o estado seguem repercutindo e levantam discussões sobre segurança e proteção infantil", disse a delegada Paoulla Maues. | Foto: Canindé Soares

Cotidiano

Segurança Casos brutais contra crianças chocam o RN e expõem alerta urgente no estado

Sequência de episódios violentos envolvendo vítimas infantis reacende debate sobre proteção, vigilância e falhas na rede de segurança social no Rio Grande do Norte

por: NOVO Notícias

Publicado 26 de abril de 2026 às 16:25

Uma série de casos de extrema violência envolvendo crianças no RN voltou a gerar forte repercussão e acender um alerta sobre a vulnerabilidade infantil no estado. Os episódios, registrados ao longo dos últimos anos em diferentes municípios potiguares, seguem sendo lembrados pela gravidade e pelo impacto social.

De acordo com informações de investigações policiais e decisões judiciais já concluídas em parte dos casos, as ocorrências envolvem situações de violência extrema contra crianças e adolescentes, homicídios e abusos, o que reforça a necessidade de atenção permanente de famílias, autoridades e gerando ampla comoção no estado.

As ocorrências, em diferentes contextos, têm em comum o fato de as vítimas terem sido atingidas em situações de vulnerabilidade, muitas vezes dentro do convívio social ou familiar, o que reforça a complexidade da prevenção.

De acordo com autoridades da área de segurança pública, a identificação de riscos nem sempre é simples, já que alguns autores se aproximam do círculo de confiança das vítimas, dificultando a percepção de ameaça. Conforme informações do Bnews Natal, representantes da Polícia Civil reforçam que a prevenção depende de vigilância constante, diálogo com crianças e atenção a mudanças de comportamento ou sinais de alerta.

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A delegada Paoulla Maués, titular de unidade especializada em crimes de discriminação e violência em Natal, destaca que a criança, por sua condição de desenvolvimento, nem sempre consegue identificar situações de risco. Segundo ela, em muitos casos, os agressores se aproveitam da confiança construída no ambiente familiar ou social, o que exige atenção contínua de responsáveis.

Casos seguem em memória e investigações

Entre os episódios que repercutiram no estado ao longo dos anos estão crimes que chegaram a julgamento e resultaram em condenações, além de outros que ainda permanecem como referência em investigações policiais. As autoridades reforçam que cada caso deve ser analisado individualmente, com base em laudos, decisões judiciais e apurações oficiais.

A Polícia Civil reforça que segue atuando na investigação de crimes contra crianças e adolescentes, além de intensificar ações de prevenção e orientação à população. Em diferentes oportunidades, representantes da instituição destacaram a importância da denúncia e do acompanhamento familiar como ferramentas fundamentais de proteção.

Pétala Yonah Silva Nunes

O caso mais recente é o de Pétala Yonah Silva Nunes, de 7 anos, no Guarapes, em Natal. O corpo da criança foi encontrado enterrado no quintal da residência do ex-padrasto, que teria confessado o crime, indicando ainda que a motivação estaria relacionada a conflitos pessoais com a ex-companheira. O caso segue sendo apurado pela DHPP, com laudos periciais ainda em análise.

Maria Fernanda da Silva Ramos

Maria Fernanda, de 12 anos, desapareceu em outubro de 2024 após sair de casa no bairro Golandim, em São Gonçalo do Amarante, e foi encontrada morta dias depois em uma área de lagoas em Extremoz. O principal suspeito, um ex-vizinho da família, foi preso e confessou envolvimento no crime, que envolveu tentativa de ocultação de provas, com o suspeito sendo indiciado por estupro de vulnerável, homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Maria Carla da Silva

Maria Carla da Silva, de 12 anos, foi morta em 2018 no município de Apodi, no Oeste. Segundo o processo judicial, o autor do crime, que era cunhado da vítima, foi condenado após investigação apontar que ele teria cometido estrangulamento durante um deslocamento com a menina. O réu apresentou versões contraditórias e foi posteriormente condenado por homicídio e outros crimes relacionados.

Maria Luíza Fernandes Bezerra

Maria Luíza Fernandes Bezerra, de 15 anos, foi encontrada morta em 2009 na Zona Oeste de Natal após desaparecer ao sair de casa. Ela foi vítima de violência sexual e estrangulamento, sendo localizada dias depois em área de lixão. De acordo com o Ministério Público, o crime envolveu dois acusados, que foram condenados com base em provas periciais e testemunhais reunidas durante a investigação.

Maisla Mariano Santos de Moura

Maisla Mariano Santos de Moura, de 11 anos, foi vítima de um dos casos mais graves registrados no estado em 2009, em São Gonçalo do Amarante. Conforme laudos periciais e decisão judicial, a menina foi encontrada após dias desaparecida, com o corpo fragmentado em diferentes locais da região. O responsável foi identificado, julgado e condenado por crimes como homicídio qualificado, ocultação de cadáver e violência sexual.

Iasmin Lorena Pereira de Melo

Iasmin Lorena Pereira de Melo, de 12 anos, desapareceu em 2018 na Zona Norte de Natal e foi encontrada morta semanas depois, enterrada em uma residência em construção próxima à sua casa. O acusado foi condenado por homicídio triplamente qualificado, estupro de vulnerável e ocultação de cadáver.

“Maníaco da Bicicleta” (Misael Pereira da Silva)

O caso do chamado “Maníaco da Bicicleta” envolve a prisão de Misael Pereira da Silva, em 1999, acusado de uma série de crimes sexuais contra crianças na Grande Natal. Ele abordava vítimas durante deslocamentos e usava artifícios para atraí-las. O caso resultou em condenação superior a 100 anos de prisão, após julgamento que reconheceu múltiplos crimes cometidos contra crianças, incluindo homicídios e estupros.

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