A comerciante Pollyana Natalusca tinha 22 anos quando foi assassinada dentro da empresa em 2021 – Foto: Arquivo familiar/Cedida
O caso volta ao plenário após ter sido interrompido anteriormente por um fato inesperado. Em outubro de 2025, o julgamento precisou ser cancelado depois que um dos jurados sofrer um infarto durante a sessão
Publicado 27 de abril de 2026 às 08:00
Começa nesta segunda-feira (27), no Fórum Miguel Seabra Fagundes, em Natal, o júri popular dos acusados pelo assassinato da comerciante Pollyana Nataluska Costa de Medeiros, morta em 2021 aos 22 anos. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, o julgamento ocorre com acesso restrito ao público.
O caso volta ao plenário após ter sido interrompido anteriormente por um fato inesperado. Em outubro de 2025, o julgamento precisou ser cancelado depois que um dos jurados sofrer um infarto durante a sessão. Com isso, todas as audiências realizadas desde o início do júri foram invalidadas, e uma nova data precisou ser marcada para reinício do processo.
Acusação e investigação
O júri analisa a responsabilidade dos seis acusados pelo crime. Entre eles está Paloma Nataluska Costa de Medeiros, irmã da vítima, apontada pelo Ministério Público como a mandante da execução.
As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicaram que o assassinato foi premeditado. A principal linha de apuração descartou qualquer envolvimento da vítima com atividades ilícitas e apontou como motivação uma disputa por uma herança estimada em cerca de R$ 2 milhões.
Relembre o caso
Pollyana Nataluska foi assassinada no dia 18 de maio de 2021, por volta das 10h, dentro da loja de materiais de construção onde trabalhava, no bairro Nossa Senhora da Apresentação, na Zona Norte de Natal.
De acordo com a investigação, dois homens chegaram ao local em uma motocicleta. Um deles rendeu a comerciante nos fundos do estabelecimento e efetuou um único disparo na nuca. Após o crime, a dupla fugiu sem levar qualquer pertence da vítima, o que reforçou a tese de execução.
Leia a matéria especial feita pelo NOVO Notícias em 2021:
Caso Pollyana: disputa por herança de R$ 2 mi pode ter motivado morte da comerciante de 22 anos
A polícia reuniu depoimentos que indicavam que Pollyana vinha sofrendo ameaças de morte. Testemunhas relataram que ela estava no centro de um conflito familiar relacionado à divisão de bens deixados pelos pais adotivos, incluindo imóveis, veículos e pontos comerciais.
A partilha da herança, iniciada anos antes, teria intensificado desentendimentos entre familiares, especialmente entre a vítima e a irmã apontada como mandante do crime.
Expectativa
Com a retomada do júri, a expectativa é de que o caso — que gerou grande comoção à época — tenha um desfecho judicial. Ainda não há confirmação sobre a duração do julgamento, que deve ouvir réus, testemunhas e apresentar os argumentos da acusação e da defesa ao longo dos próximos dias.
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