Um caso que segue gerando forte repercussão no RN e levanta novos detalhes a cada etapa da investigação. A pena pode ser uma das mais altas do processo. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Vicaricídio Caso Pétala: acusado pela morte de menina de 7 anos no RN pode pegar até 60 anos de prisão

Investigação aponta que crime teria sido motivado por conflito pessoal e pode ter como objetivo atingir emocionalmente a mãe da criança, segundo a Polícia Civil

por: NOVO Notícias

Publicado 23 de abril de 2026 às 12:12

O caso da morte da menina Pétala Yonah Silva Nunes, de 7 anos, ganhou novos desdobramentos no RN, após a Polícia Civil informar que o acusado pode enfrentar pena que pode chegar a até 60 anos de prisão. Segundo a corporação, o homem preso pelo crime também responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

De acordo com a Polícia Civil, o enquadramento do caso envolve pena base de 20 a 40 anos de reclusão. No entanto, segundo os investigadores, há possibilidade de aumento de até metade da pena por se tratar de vítima criança, o que pode elevar a punição final.

O caso também inclui a acusação de ocultação de cadáver, que agrava o conjunto de crimes investigados. Segundo o delegado Márcio Lemos, diretor da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), o crime foi enquadrado como vicaricídio.

Essa modalidade criminal ocorre quando a vítima é utilizada como forma de atingir emocionalmente outra pessoa, no caso, a mãe da criança, ex-companheira do suspeito. De acordo com a investigação, a motivação estaria ligada a conflitos pessoais entre o acusado e a família da vítima.

A Polícia Civil informou ainda que o suspeito confessou o crime durante interrogatório, mas apresentou versões diferentes ao longo do depoimento. Essas contradições ajudaram os investigadores a confrontar informações e consolidar a linha de apuração. Ele teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e segue à disposição do sistema prisional.

O inquérito ainda aguarda laudos da Polícia Científica, que devem confirmar detalhes da causa da morte e reforçar o conjunto probatório.