Mesmo encalhadas na areia, caravelas-portuguesas continuam perigosas. Proteja a pele e siga medidas de segurança recomendadas por especialistas. | Foto: Reprodução

Cotidiano

Saúde Caravelas-portuguesas invadem o litoral potiguar: veja os riscos e como se proteger

Alta no aparecimento de caravelas-portuguesas alerta banhistas do RN; dermatologista explica cuidados essenciais e primeiros socorros em caso de contato

por: NOVO Notícias

Publicado 14 de janeiro de 2026 às 14:01

O litoral potiguar registra aumento na presença de caravelas-portuguesas com a chegada do verão. O calor intenso, ventos fortes e correntes marítimas contribuem para que esses organismos apareçam com mais frequência, representando risco de queimaduras dolorosas e reações graves para quem entra em contato com eles.

Apesar de parecerem águas-vivas, as caravelas-portuguesas são colônias de organismos com flutuador azul-arroxeado e tentáculos que podem atingir até 50 metros, segundo informações da 96 FM. O dermatologista Marcelo Piccolo alerta que o contato libera toxinas potentes capazes de afetar a pele rapidamente.

“A reação é imediata: dor intensa, linhas vermelhas, inchaço e bolhas. Em casos mais graves, pode haver náuseas, vômitos ou reações alérgicas”, explica.

Evitar o contato direto é a principal medida de segurança. Salva-vidas e bandeiras roxas na praia indicam risco de organismos urticantes. Piccolo ressalta que mesmo caravelas encalhadas permanecem tóxicas. “O ideal é não tocar, mesmo que pareçam mortas. Roupas de lycra ou neoprene ajudam a proteger a pele”, recomenda.

Primeiros socorros na hora do acidente

Se houver contato com tentáculos, os cuidados devem começar ainda na praia:

  1. Sair da água com calma
  2. Lavar a área com água do mar – água doce pode agravar a queimadura
  3. Remover tentáculos com pinça ou cartão rígido, usando proteção
  4. Aplicar vinagre por 10 a 30 minutos para neutralizar toxinas

Para reduzir dor e inflamação, compressas frias ou imersão em água quente (40°C a 45°C) ajudam. Analgésicos comuns podem ser usados se necessário. Piccolo alerta: métodos caseiros como urina, álcool ou areia só pioram a lesão.

Grupos de risco

Crianças, idosos e pessoas com histórico de alergia precisam de atenção especial. Sintomas como falta de ar, tontura, vômitos ou inchaço intenso exigem atendimento médico imediato. Casos graves são raros, mas demandam ação rápida para evitar complicações.

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