O goiano Matheus Matos, de 25 anos, denunciou ter sofrido discriminação no concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais

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Preconceito Candidato com nanismo denuncia falta de adaptação em teste físico para delegado em Minas Gerais

Matheus Matos afirma que banca organizadora ignorou pedido legal de adequação e o eliminou por não atingir salto de 1,65 metro

por: NOVO Notícias

Publicado 6 de março de 2026 às 12:48

O advogado goiano Matheus Matos, de 25 anos, denunciou ter sofrido discriminação no concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais. O candidato possui nanismo e afirma não ter recebido o suporte legal durante o Teste de Aptidão Física. Ele relata que a banca organizadora ignorou o pedido de adaptação do exame.

Matheus iniciou o curso de Direito em 2019 com o objetivo exclusivo de seguir a carreira policial. Ele relata ter enfrentado preconceito e comentários de deboche ao longo de sua trajetória. O candidato alcançou aprovação em todas as fases teóricas do certame, incluindo as avaliações discursiva e oral em 2025.

O obstáculo surgiu na etapa de avaliação física exigida pela Fundação Getulio Vargas. O jovem explica que sua condição o impedia de executar os exercícios nos parâmetros regulares. Ele solicitou administrativamente a adequação do teste prevista na legislação para pessoas com deficiência.

A instituição manteve-se inerte e o obrigou a realizar a prova sem qualquer adaptação. A eliminação ocorreu no teste de impulsão horizontal, que exigia um salto mínimo de 1,65 metro. Matheus considerou a meta impossível para sua estrutura física e apontou violação ao princípio da isonomia e à Constituição Federal.

O candidato afirma que outros concorrentes com deficiência também foram eliminados na mesma fase. Ele garante que a reprovação não o fará desistir do objetivo traçado no início da faculdade. O goiano ressalta que os anos de dedicação o mantêm confiante no sonho de se tornar delegado.

A Polícia Civil de Minas Gerais ainda não se pronunciou oficialmente sobre o assunto.